TRE-AM audita 23 urnas eletrônicas antes e durante votação

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) realizará auditorias em 23 urnas eletrônicas durante o primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro. Os equipamentos serão submetidos a três modalidades de verificação, com procedimentos realizados antes e durante a votação em Manaus.

Do total, 18 urnas passarão pelo Teste de Integridade em ambiente controlado, duas pelo Teste de Integridade com Biometria e três pelo Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais. Os procedimentos fazem parte dos mecanismos de fiscalização previstos pela Justiça Eleitoral.

Escolha das urnas ocorrerá em cerimônia pública

A definição das seções eleitorais que participarão das auditorias ocorrerá no dia 3 de outubro, véspera do primeiro turno, das 9h às 12h, durante cerimônia pública no auditório Juiz Fausto Ferreira dos Reis, no Fórum Eleitoral, no bairro Aleixo, em Manaus.

A seleção será conduzida pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), presidida pelo juiz Marcelo Vieira.

Entidades fiscalizadoras poderão indicar seções elegíveis para os testes. Se houver mais indicações do que vagas disponíveis, será realizado sorteio. As vagas restantes, caso não sejam preenchidas por indicação, também serão definidas por sorteio.

A cerimônia poderá ser acompanhada pelas instituições habilitadas a fiscalizar o processo eleitoral e pelo público, conforme as regras de acesso estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

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18 urnas passarão pelo Teste de Integridade

As 18 urnas destinadas ao Teste de Integridade em ambiente controlado serão retiradas das respectivas seções antes do início da votação. Para evitar prejuízo aos eleitores, os locais receberão equipamentos substitutos preparados para aquelas seções.

O teste será realizado simultaneamente à votação oficial, em 4 de outubro. Durante o procedimento, votos previamente registrados em cédulas de papel serão digitados na urna submetida à auditoria e também inseridos no sistema de apoio utilizado no teste.

Antes do início, será emitida a zerésima, documento que comprova que a urna não possui votos registrados.

Ao final, o resultado apresentado pela urna será comparado com os votos registrados nas cédulas e com os dados produzidos pelo sistema de apoio. A metodologia permite verificar se os votos inseridos durante a auditoria são corretamente contabilizados pelo equipamento.

Duas urnas terão teste com biometria

Outras duas urnas serão submetidas ao Teste de Integridade com Biometria.

Nessa modalidade, eleitores que já tenham votado oficialmente poderão participar voluntariamente da auditoria. Com o consentimento do eleitor, a biometria será utilizada para habilitar a urna destinada ao teste.

O procedimento permite verificar também a etapa de reconhecimento biométrico utilizada para liberar a votação. A participação não substitui nem interfere no voto oficial já realizado pelo eleitor.

Três urnas serão verificadas antes da votação

As outras três urnas eletrônicas participarão do Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais.

A verificação ocorre antes do início da votação e tem como objetivo conferir a autenticidade e a integridade dos sistemas instalados nos equipamentos selecionados.

Entre os mecanismos utilizados pela Justiça Eleitoral está o Programa de Verificação de Autenticidade dos Programas da Urna (AVPART), utilizado para conferir informações relacionadas aos sistemas instalados nos equipamentos.

O procedimento também envolve mecanismos de verificação das assinaturas digitais e dos resumos digitais dos programas utilizados nas urnas.

Auditorias terão acompanhamento de entidades fiscalizadoras

Os procedimentos são públicos e podem ser acompanhados pelas entidades fiscalizadoras previstas na legislação eleitoral.

Entre as instituições habilitadas estão partidos políticos, federações, coligações, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de outras entidades legitimadas pelas normas eleitorais.

A participação de representantes dessas instituições permite o acompanhamento das diferentes etapas dos procedimentos de auditoria realizados pela Justiça Eleitoral.

Testes seguem regulamentação do TSE

As auditorias realizadas pelo TRE-AM seguem as normas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A regulamentação tem como referência a Resolução TSE nº 23.673/2021, que disciplina os procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação. As regras foram atualizadas para as Eleições 2026 por novas resoluções do TSE.

A regulamentação estabelece a realização, por amostragem, do Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas no mesmo dia e horário da votação oficial. Também prevê procedimentos para verificar a autenticidade e a integridade dos sistemas instalados nos equipamentos selecionados ou sorteados.

Segundo o TSE, a fiscalização do sistema eletrônico de votação ocorre em diferentes etapas, antes, durante e depois das eleições. Os procedimentos incluem verificações dos sistemas, preparação das urnas, testes de integridade e autenticidade e análises posteriores à votação.

O Teste de Integridade é realizado pela Justiça Eleitoral desde 2002. A metodologia consiste, de forma geral, em comparar votos previamente registrados para a auditoria com os resultados apresentados pela urna eletrônica submetida ao teste.

O que muda para o eleitor

A realização das auditorias não altera o funcionamento regular das eleições nas seções selecionadas.

Quando uma urna é retirada para o Teste de Integridade em ambiente controlado, o TRE-AM utiliza um equipamento substituto para que os eleitores daquela seção possam votar normalmente.

No Teste de Integridade com Biometria, a participação é voluntária e ocorre somente depois que o eleitor já exerceu o voto oficial.

Com os procedimentos, o TRE-AM pretende cumprir as etapas de fiscalização previstas para o primeiro turno das Eleições 2026, permitindo o acompanhamento das auditorias pelas entidades habilitadas e pela sociedade.

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