Seca avança no Amazonas e deixa 22 municípios em emergência

seca

A seca no Amazonas já afeta diferentes regiões do estado e colocou 22 dos 62 municípios em situação de emergência. Os dados constam no boletim mais recente da Defesa Civil do Amazonas, divulgado nesta quinta-feira (1º), que também aponta 18 cidades em estado de alerta e outras 13 em situação de atenção.

Com a redução das chuvas e a consequente descida dos níveis dos rios, apenas nove municípios aparecem atualmente na condição de normalidade. O cenário amplia as dificuldades enfrentadas principalmente por comunidades do interior que dependem dos rios para transporte, abastecimento e acesso a serviços.

Seca no Amazonas atinge municípios do interior

Entre os municípios classificados em situação de emergência estão Manacapuru, Coari, Tefé, Maués, Eirunepé, Benjamin Constant, Atalaia do Norte, São Paulo de Olivença, Tonantins e Santo Antônio do Içá.

A redução do volume de chuvas tem contribuído para a queda dos níveis dos rios em diferentes regiões. O impacto é maior em localidades onde o transporte fluvial é essencial para a rotina da população.

Em comunidades mais isoladas, a descida dos rios pode dificultar o deslocamento de moradores e o acesso a serviços, além de aumentar os desafios relacionados ao abastecimento de água.

O boletim da Defesa Civil divide os municípios de acordo com o grau de impacto provocado pela estiagem. Ao todo, 53 das 62 cidades amazonenses estão atualmente em alguma das três classificações de atenção relacionadas ao período de seca: emergência, alerta ou atenção.

Leia também: Amazonas decreta emergência por estiagem e projeta impacto em seca

Defesa Civil amplia ações para levar água potável

Diante da redução dos níveis dos rios e das dificuldades de acesso à água, a Defesa Civil do Amazonas mantém ações voltadas ao abastecimento das comunidades afetadas.

Uma das medidas envolve o envio de equipamentos do projeto Água Boa, iniciativa destinada a localidades que enfrentam dificuldades para obter água adequada para consumo durante o período de estiagem.

Os equipamentos já foram encaminhados para municípios como Amaturá, Benjamin Constant, Boca do Acre, Eirunepé, Manacapuru, Parintins, Presidente Figueiredo, Santa Isabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Urucará e Urucurituba.

A distribuição dos equipamentos busca atender comunidades consideradas mais vulneráveis diante da redução dos níveis dos rios e das dificuldades provocadas pela estiagem.

Queda dos rios aumenta dificuldades nas comunidades

A descida dos rios afeta diretamente comunidades que utilizam os cursos d’água como principal meio de deslocamento. Com níveis mais baixos, viagens podem ficar mais demoradas ou exigir alterações nas rotas utilizadas por embarcações.

Além da mobilidade, a estiagem pode aumentar a dificuldade de acesso a água para consumo e outras necessidades básicas, especialmente em áreas onde a população depende diretamente dos recursos hídricos disponíveis na região.

Por isso, as ações de abastecimento passam a ter papel importante durante o período de seca, principalmente nos municípios que apresentam maior vulnerabilidade.

Amazonas tem 18 municípios em estado de alerta

Além das 22 cidades em situação de emergência, o boletim da Defesa Civil aponta que 18 municípios estão em estado de alerta e outros 13 em situação de atenção.

A classificação permite acompanhar a evolução dos efeitos da estiagem e direcionar medidas de atendimento às localidades que apresentam dificuldades provocadas pela redução das chuvas e dos níveis dos rios.

Com apenas nove municípios em condição de normalidade, a maior parte do Amazonas está sob algum nível de acompanhamento relacionado à estiagem.

As ações do Governo do Amazonas incluem medidas para ampliar o acesso à água potável e reduzir os impactos provocados pela queda dos níveis dos rios nas comunidades afetadas.

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