Anvisa aprova Mounjaro para criança e adolescente com diabetes tipo 2

DIABETES

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira (22), o uso do medicamento Mounjaro para o tratamento de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes a partir de 10 anos, ampliando a indicação que antes era restrita a adultos. A decisão foi anunciada em Brasília e passa a valer imediatamente em todo o país.

Com a mudança, o medicamento poderá ser prescrito para o público pediátrico, o que amplia as opções terapêuticas disponíveis no Brasil para o controle da doença crônica, que tem registrado crescimento entre jovens nos últimos anos.

Ampliação do uso do medicamento

Segundo a Anvisa, a única alteração autorizada foi a ampliação da faixa etária para uso do Mounjaro no tratamento do diabetes tipo 2. As demais indicações do medicamento permanecem inalteradas e restritas ao público adulto.

O Mounjaro pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, grupo de medicamentos que atua no controle da glicemia ao estimular a produção de insulina e reduzir o apetite. Esses fármacos ganharam popularidade recente também pelo uso associado à perda de peso.

Leia também: Câmara aprova urgência para votar quebra de patente do Mounjaro

Contexto do diabetes tipo 2 em jovens

O diabetes tipo 2, historicamente mais comum em adultos, tem avançado entre crianças e adolescentes, principalmente em função de fatores como obesidade, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados.

A ampliação do uso de medicamentos como o Mounjaro busca atender essa nova demanda clínica, oferecendo alternativas terapêuticas para um público que, até então, contava com opções mais limitadas de tratamento farmacológico.

Novas regras e fiscalização

Além da aprovação, a Anvisa informou que deve discutir, na próxima semana, uma proposta de instrução normativa voltada à manipulação de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”.

A medida integra um conjunto de ações regulatórias anunciadas no início de abril, com foco na segurança sanitária e no controle do uso desses produtos no país.

Criação de grupos técnicos

Como parte da estratégia de regulação, a agência criou dois grupos de trabalho para acompanhar o uso e a segurança desses medicamentos.

O primeiro grupo, instituído pela Portaria nº 488/2026, reúne representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Federal de Odontologia (CFO). Já o segundo grupo, criado pela Portaria nº 489/2026, terá a função de monitorar a implementação das medidas regulatórias e propor ajustes técnicos.

Impacto para pacientes e famílias

A decisão da Anvisa amplia o acesso a tratamentos mais modernos para crianças e adolescentes diagnosticados com diabetes tipo 2, o que pode contribuir para melhor controle da doença e prevenção de complicações a longo prazo.

Para as famílias, a inclusão de novas alternativas terapêuticas representa mais possibilidades de acompanhamento médico individualizado, especialmente em casos em que o tratamento convencional não apresenta os resultados esperados.

Especialistas reforçam, no entanto, que o uso do medicamento deve ser feito com prescrição médica e acompanhamento contínuo, considerando as particularidades do público pediátrico.

Próximos passos

A Anvisa segue avaliando medidas adicionais para regulamentar o uso de medicamentos da classe GLP-1, especialmente diante da crescente demanda e da popularização desses produtos no Brasil.

As novas regras devem estabelecer critérios técnicos mais rigorosos para manipulação, prescrição e acompanhamento, com foco na segurança dos pacientes.

Compartilhe:

WhatsApp
Facebook
Telegram
Twitter
Email
Print
VEJA TAMBÉM
plugins premium WordPress
error: O conteúdo está protegido!!