Alta circulação internacional e surtos nos países-sede elevam risco de reintrodução da doença no Brasil
O Ministério da Saúde emitiu alerta para o risco de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil após a Copa do Mundo de 2026, devido ao aumento no fluxo de viajantes para países com surtos ativos da doença, como Estados Unidos, Canadá e México.
Segundo a pasta, o cenário nas Américas é considerado preocupante, com alta transmissibilidade do vírus e crescimento no número de casos, o que pode impactar diretamente o Brasil com o retorno de viajantes infectados.
Cenário epidemiológico preocupa autoridades
De acordo com o ministério, o sarampo segue com ampla circulação global. Em 2025, foram registrados 248.394 casos no mundo, indicando que a doença permanece como uma ameaça à saúde pública.
Nas Américas, os países-sede da Copa apresentam surtos ativos. O Canadá registrou 5.062 casos em 2025 e 124 em 2026. O México saltou de sete casos em 2024 para 6.152 em 2025 e 1.190 apenas em janeiro de 2026. Já os Estados Unidos contabilizaram 2.144 casos em 2025 e 721 em janeiro deste ano.
Esse cenário levou à perda do status de zona livre de transmissão endêmica nas Américas em novembro de 2025.
Leia também: Caso confirmado de sarampo acende alerta sobre cobertura vacinal
Brasil mantém status, mas com risco elevado
Apesar do contexto regional, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, reconquistado em 2024.
Em 2025, foram registrados 3.952 casos suspeitos, com 38 confirmações. Desses, 94,7% ocorreram em pessoas não vacinadas. Em 2026, até março, dois casos foram confirmados, ambos em pessoas sem vacinação.
O ministério alerta que a combinação de baixa cobertura vacinal em parte da população e o aumento do fluxo internacional eleva o risco de novos surtos.
Vacinação é principal medida de prevenção
A orientação do Ministério da Saúde é que viajantes atualizem a caderneta de vacinação antes de embarcar. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, deve ser aplicada com antecedência mínima de 15 dias da viagem.
Para crianças, adolescentes e adultos, o esquema vacinal varia conforme a faixa etária, podendo exigir uma ou duas doses para garantir a proteção adequada.
Dados de 2025 mostram que a cobertura da primeira dose no Brasil chegou a 92,66%, abaixo da meta de 95%. Já a segunda dose atingiu 78,02%, indicando lacunas na imunização.
Orientações para quem vai viajar
O ministério recomenda que viajantes:
- Verifiquem a situação vacinal antes da viagem
- Tomem a vacina com antecedência mínima de 15 dias
- Procurem atendimento médico em caso de sintomas após o retorno
Febre e manchas vermelhas pelo corpo estão entre os principais sinais da doença.
Vigilância e controle
Especialistas reforçam que o risco de reintrodução do sarampo no Brasil é considerado real diante do aumento da mobilidade internacional.
A recomendação é manter a população imunizada e fortalecer a vigilância epidemiológica para identificar rapidamente casos suspeitos e evitar a transmissão.







