Campanha de DNA busca identificar desaparecidos no Amazonas

dna

Familiares de pessoas desaparecidas no Amazonas podem participar, gratuitamente, da campanha nacional de coleta de DNA até esta sexta-feira (28). Em Manaus, o procedimento é realizado no Laboratório de Biologia e Genética Forense (LBGF), localizado na Avenida Noel Nutels, nº 300, no bairro Cidade Nova, Zona Norte.

A iniciativa permite que perfis genéticos de familiares sejam inseridos no banco nacional e posteriormente comparados com amostras de pessoas encontradas sem identificação ou de restos mortais ainda não identificados.

Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentados na reportagem, 585 pessoas estão atualmente registradas como desaparecidas no Amazonas. O cruzamento de perfis genéticos já contribuiu para a identificação de 16 pessoas no estado.

Quem pode fazer a coleta de DNA

A campanha é voltada principalmente a familiares biológicos de primeiro grau de pessoas desaparecidas. Podem participar:

  • pai;
  • mãe;
  • filhos;
  • irmãos biológicos.

A recomendação é que a coleta seja feita, preferencialmente, por familiares que tenham maior grau de parentesco genético com a pessoa desaparecida.

Para realizar o procedimento, é necessário apresentar documento de identificação e informações do boletim de ocorrência do desaparecimento, como número do registro, estado e delegacia responsável pelo caso.

A coleta é gratuita e indolor.

Leia também: Mutirão da Defensoria oferece exames de DNA gratuitos em Manaus

Casos antigos também podem participar

A campanha não está restrita a desaparecimentos recentes. Segundo as informações divulgadas, casos antigos também podem ser incluídos, desde que exista registro do desaparecimento.

O procedimento amplia a possibilidade de cruzamento entre os perfis genéticos cadastrados no banco nacional.

Quando houver uma compatibilidade genética, a instituição responsável pelo caso entra em contato com o familiar que forneceu a amostra.

Como funciona o cruzamento de DNA

O material genético coletado dos familiares é transformado em um perfil genético e inserido no banco de dados utilizado para a identificação de pessoas desaparecidas.

Esse perfil pode ser comparado com informações genéticas de pessoas encontradas vivas, mas sem identificação, além de restos mortais cuja identidade ainda não tenha sido determinada.

O objetivo é encontrar uma correspondência genética que permita relacionar a pessoa localizada a uma família que tenha registrado um desaparecimento.

Esse mecanismo é especialmente relevante nos casos em que não existem outras informações suficientes para confirmar a identidade.

Amazonas tem 1.558 casos de pessoas não identificadas

Dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) mostram que o Laboratório de Biologia e Genética Forense já registrou 1.558 casos de pessoas não identificadas.

O banco genético também conta com 555 familiares cadastrados. Até o momento, 16 identificações foram realizadas por meio do cruzamento dos perfis genéticos, segundo os dados divulgados pela SSP-AM.

Os números mostram a importância da participação de familiares na formação do banco de perfis genéticos utilizado nas investigações.

Quantas pessoas estão desaparecidas no Amazonas

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Amazonas possui 585 pessoas registradas como desaparecidas.

Desse total:

  • 341 são homens;
  • 244 são mulheres;
  • 395 são maiores de 18 anos;
  • 190 têm entre 0 e 17 anos.

Os números incluem diferentes faixas etárias e não significam necessariamente que todos os casos tenham ocorrido recentemente.

Onde fazer a coleta em Manaus

No Amazonas, a coleta da campanha ocorre no Laboratório de Biologia e Genética Forense (LBGF), em Manaus.

Endereço: Avenida Noel Nutels, nº 300, Cidade Nova, Zona Norte de Manaus.

Período da campanha: até sexta-feira (28).

Custo: gratuito.

Quem deve participar: preferencialmente familiares biológicos de primeiro grau.

Documentos: documento de identificação e dados do boletim de ocorrência do desaparecimento.

A campanha é coordenada em âmbito nacional pelo governo federal, em parceria com as secretarias estaduais de Segurança Pública, com o objetivo de ampliar a quantidade de perfis genéticos disponíveis para identificação.

Para famílias que possuem parentes desaparecidos, a orientação é reunir a documentação do caso e procurar o laboratório durante o período da mobilização.

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