Manaus enfrenta dias de temperaturas elevadas em agosto, cenário que exige atenção da população para evitar problemas de saúde relacionados ao calor. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) vem acompanhando as condições meteorológicas na região, enquanto o Ministério da Saúde recomenda medidas de prevenção diante de períodos de temperaturas extremas.
Mais do que o desconforto provocado pelas altas temperaturas, a exposição prolongada ao calor pode causar desidratação, exaustão térmica, insolação e golpe de calor, além de agravar doenças cardiovasculares, respiratórias e renais. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos que precisam de maior atenção.
Por que o calor intenso exige atenção
O corpo humano precisa manter sua temperatura dentro de uma faixa adequada para funcionar corretamente. Em ambientes muito quentes, o organismo aumenta a produção de suor para tentar eliminar calor.
Quando a exposição é prolongada, principalmente sem hidratação adequada, esse mecanismo pode não ser suficiente. A perda excessiva de água e sais minerais pode provocar desidratação e outros problemas.
O Ministério da Saúde explica que períodos de calor intenso podem provocar efeitos que vão desde desconforto e desidratação até condições potencialmente graves, como o golpe de calor.
A situação merece atenção especialmente em cidades onde as atividades cotidianas envolvem deslocamentos e trabalhos ao ar livre.
Quem precisa de mais cuidados
Embora qualquer pessoa possa sofrer com temperaturas elevadas, alguns grupos apresentam maior vulnerabilidade.
Estão entre eles crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, incluindo problemas cardiovasculares, respiratórios e renais. Pessoas em situação de vulnerabilidade social também podem enfrentar maior exposição ao calor.
O Ministério da Saúde destaca que crianças pequenas têm maior dificuldade para regular a temperatura corporal. Já pessoas idosas podem apresentar alterações relacionadas à percepção da sede e à capacidade de adaptação ao calor.
Quem possui alguma doença crônica deve manter acompanhamento médico e seguir as orientações específicas relacionadas ao uso de medicamentos e à hidratação.
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Beber água mesmo sem sentir sede
Uma das principais recomendações das autoridades de saúde durante períodos de calor é manter a hidratação.
O Ministério da Saúde orienta que a população beba líquidos regularmente, mesmo sem sentir sede. Um guia publicado pelo órgão em 2026 indica como referência mínima a ingestão de 2 litros de líquidos por dia, ressalvadas as situações em que exista orientação médica individual diferente.
A água deve ser priorizada durante o dia, principalmente por pessoas que trabalham, caminham ou realizam atividades físicas em ambientes quentes.
A necessidade de líquidos pode variar de acordo com idade, atividade física, condições de saúde e exposição ao calor. Pessoas com restrições médicas de ingestão de líquidos devem seguir a orientação do profissional que acompanha o caso.
Evite exposição ao sol nos horários mais quentes
Outra medida importante é reduzir a exposição direta ao sol durante os períodos de maior calor.
Orientações técnicas do Ministério da Saúde recomendam evitar atividades físicas e exposição prolongada ao sol nos horários de maior intensidade, especialmente entre 10h e 15h.
Para quem precisa trabalhar ao ar livre, é importante fazer pausas em locais protegidos do sol e manter a hidratação ao longo da atividade.
Roupas leves, largas e que permitam a transpiração também ajudam na adaptação do corpo às temperaturas elevadas.
Como refrescar a casa durante o calor
O ambiente doméstico também pode contribuir para reduzir a exposição ao calor.
O guia de bolso do Ministério da Saúde orienta abrir as janelas no início da manhã e à noite para favorecer a circulação de ar mais fresco. Durante o período mais quente do dia, a recomendação é manter cortinas ou persianas fechadas para reduzir a entrada de calor.
Ventiladores e aparelhos de ar-condicionado podem ser utilizados para ajudar a manter os ambientes mais confortáveis.
Banhos frios ou em temperatura agradável também podem auxiliar na redução do desconforto causado pelo calor.
Alimentação também merece atenção
Durante períodos de altas temperaturas, a alimentação deve ser leve sempre que possível.
O Ministério da Saúde recomenda priorizar alimentos frescos e naturais, como frutas, legumes e saladas. Também orienta evitar bebidas alcoólicas e excesso de cafeína durante períodos de calor intenso, devido ao risco de favorecer a desidratação.
A conservação adequada dos alimentos também é importante em dias muito quentes, já que temperaturas elevadas podem favorecer a deterioração de produtos que precisam de refrigeração.
Fique atento aos sinais de alerta
Nem todo mal-estar provocado pelo calor deve ser ignorado.
Segundo o Ministério da Saúde, sinais como transpiração excessiva, fraqueza, tontura, náusea, dor de cabeça, cãibras musculares e diarreia podem estar relacionados aos efeitos do calor e exigem atenção.
Em situações mais graves, podem surgir confusão mental, convulsões e perda de consciência. Esses sinais podem indicar golpe de calor, uma emergência que precisa de atendimento médico imediato.
A recomendação é procurar uma unidade de saúde diante de sintomas importantes ou que não melhorem após a interrupção da exposição ao calor.
Calor pode agravar doenças
As temperaturas elevadas não afetam somente pessoas que estão saudáveis.
O Ministério da Saúde alerta que o calor extremo pode agravar condições cardiovasculares e respiratórias. Também há risco aumentado de desidratação e complicações renais em determinadas situações.
Por isso, pessoas que fazem tratamento contínuo devem manter atenção aos sinais apresentados pelo organismo.
Qualquer mudança relevante no estado de saúde deve ser avaliada por um profissional. Alterações no uso de medicamentos não devem ser feitas por conta própria.
Cuidados recomendados pela Defesa Civil do Amazonas
A Defesa Civil do Amazonas também recomenda aumentar a ingestão de água mesmo sem sede e evitar atividades físicas ao ar livre e exposição ao sol entre 10h e 17h em situações de calor extremo.
O órgão também orienta manter as casas limpas e arejadas e evitar situações que possam piorar a qualidade do ar.
Em períodos de calor associados a estiagem e queimadas, a atenção deve ser ampliada. A fumaça pode prejudicar principalmente pessoas com doenças respiratórias.
A Defesa Civil recomenda ainda não realizar queimadas e não queimar lixo, além de acompanhar os comunicados oficiais relacionados às condições climáticas e à qualidade do ar.
Calor e qualidade do ar
Em Manaus e no Amazonas, os períodos de temperaturas elevadas podem ocorrer simultaneamente a condições de estiagem e ocorrência de fumaça em determinadas áreas.
Essa combinação pode aumentar o desconforto e representar um risco adicional para pessoas com problemas respiratórios.
Por isso, em dias de calor intenso e baixa qualidade do ar, a população deve evitar atividades físicas ao ar livre, especialmente nos horários mais quentes, e acompanhar as informações divulgadas pelas autoridades.
Inmet monitora condições meteorológicas
O Inmet informou em 13 de agosto que uma possível onda de calor estava sendo monitorada em diferentes áreas do país, incluindo partes do centro-leste do Amazonas. Para que o fenômeno seja confirmado segundo o critério apresentado pelo órgão, é necessário que as temperaturas máximas permaneçam pelo menos 5°C acima da média durante cinco dias consecutivos.
Isso significa que o registro de temperaturas elevadas, isoladamente, não é suficiente para classificar automaticamente a situação como onda de calor.
Em 18 de agosto, o Inmet atualizou a previsão para os dias 19 e 20 e informou a ocorrência de chuvas intensas em áreas do oeste da Amazônia, mostrando que as condições meteorológicas podem variar dentro da própria região.
Por isso, a população deve acompanhar diariamente as previsões e os avisos meteorológicos oficiais.
Prevenção começa com atitudes simples
Em períodos de calor intenso em Manaus, medidas simples podem reduzir os riscos: beber água regularmente, evitar exposição prolongada ao sol, usar roupas leves, manter os ambientes ventilados e observar principalmente crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Também é importante reconhecer os sinais de desidratação e de agravamento provocado pelo calor.
A orientação das autoridades é que a população não espere o surgimento de sintomas graves para procurar ajuda. Em caso de mal-estar importante, a recomendação é buscar atendimento em uma unidade de saúde.
O calor intenso pode fazer parte das condições climáticas da região, mas os riscos à saúde podem ser reduzidos com informação, hidratação, proteção contra o sol e atenção aos grupos mais vulneráveis.









