A Prefeitura de Manaus ampliou a oferta do implante contraceptivo subdérmico na rede municipal de saúde. O procedimento, que antes era realizado em 11 unidades básicas, agora passa a ser disponibilizado em 25 unidades de Atenção Primária à Saúde distribuídas em diferentes zonas da capital amazonense.
A expansão do serviço foi anunciada nesta quarta-feira (28) e faz parte da ampliação do acesso aos métodos contraceptivos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Manaus. O implante utiliza o hormônio etonogestrel e pode prevenir a gravidez por até três anos.
Método é indicado para adolescentes e grupos vulneráveis
Segundo a rede municipal de saúde, o implante contraceptivo pode ser utilizado por pessoas com útero entre 14 e 49 anos. O atendimento prioriza adolescentes de 14 a 19 anos e públicos considerados em situação de vulnerabilidade social.
Entre os grupos prioritários estão pessoas em situação de rua, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, trabalhadores do sexo, pessoas privadas de liberdade, pessoas vivendo com HIV e pessoas trans em contextos vulneráveis.
O método também pode ser indicado para pacientes que utilizam medicamentos específicos, como a talidomida, ou que possuem restrições ao uso de outros contraceptivos hormonais.
Como funciona o implante contraceptivo
O implante consiste em um pequeno bastão inserido sob a pele do braço. O dispositivo libera continuamente o hormônio etonogestrel, impedindo a ovulação e reduzindo as chances de gravidez.
A aplicação é feita em procedimento ambulatorial nas unidades de saúde habilitadas. A retirada pode ocorrer a qualquer momento, permitindo o retorno da fertilidade após a remoção do dispositivo.
Antes da inserção, os pacientes passam por avaliação clínica para análise das condições de saúde e possíveis contraindicações.
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Procedimento possui restrições médicas
De acordo com as orientações técnicas da rede municipal, o implante contraceptivo não é indicado para pessoas grávidas ou com histórico de trombose, risco elevado de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e determinadas condições oncológicas.
A análise é feita individualmente pelas equipes de saúde das unidades de referência.
Além do implante contraceptivo, a rede básica de saúde de Manaus também oferece preservativos internos e externos, anticoncepcionais orais, injetáveis e Dispositivo Intrauterino (DIU).
Casos indicados para laqueadura ou vasectomia são encaminhados para avaliação especializada.
Método não protege contra ISTs
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o implante contraceptivo previne a gravidez, mas não oferece proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Por isso, os profissionais recomendam o uso combinado de preservativos durante as relações sexuais.
Ampliação ocorreu após capacitação de equipes
Segundo a rede municipal, a ampliação da oferta do implante contraceptivo ocorreu após treinamento e capacitação das equipes de saúde responsáveis pelo procedimento.
As novas unidades passaram a integrar gradualmente a rede de atendimento especializada no método subdérmico.
Com a ampliação, o serviço passa a alcançar bairros das zonas Norte, Sul, Leste, Oeste e também áreas rurais de Manaus.
Confira algumas unidades que oferecem o implante contraceptivo em Manaus
Zona Norte
- USF Carlson Gracie – Nova Cidade
- USF Frei Valério Di Carlo – Novo Israel
- USF Major PM Sálvio Belota – Santa Etelvina
Zona Leste
- USF Agnaldo Gomes – São José
- USF José Avelino Pereira – Jorge Teixeira
- USF Luiza do Carmo Ribeiro Fernandes – Mauazinho
Zona Sul
- USF São Francisco – São Francisco
- USF Dr. Antônio Reis – Betânia
- USF Dr. Luiz Montenegro – Nossa Senhora das Graças
Zona Oeste
- USF Mansour Bulbol – Alvorada
- USF Parque das Tribos – Tarumã-Açu
- Maternidade Moura Tapajóz – Compensa
Zona Rural
- USFR Pau-Rosa – Tarumã-Mirim
- USFR Ephigênio Salles – AM-010
- USFF Dr. Antônio Levino – Calha do Rio Amazonas
A lista completa das unidades está disponível na rede municipal de Atenção Primária à Saúde.
Ampliação busca fortalecer saúde preventiva
A ampliação da oferta do implante contraceptivo faz parte das estratégias de saúde preventiva e planejamento reprodutivo adotadas pela rede pública municipal.
O objetivo é ampliar o acesso da população a métodos contraceptivos de longa duração, especialmente para grupos em situação de maior vulnerabilidade social e econômica.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a descentralização do serviço também busca reduzir a demanda concentrada nas unidades de referência e facilitar o acesso da população ao procedimento em diferentes regiões da cidade.







