Déficit habitacional no Amazonas exige integração urbana, diz Marcellus Campêlo

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O segundo vice-presidente do União Brasil no Amazonas, Marcellus Campêlo, defendeu a ampliação de políticas públicas voltadas à redução do déficit habitacional no estado, estimado em cerca de 120 mil moradias em Manaus. A declaração foi feita ao destacar a necessidade de integrar projetos habitacionais à infraestrutura urbana para garantir acesso a serviços essenciais.

Segundo Campêlo, a construção de moradias deve estar associada a investimentos em áreas como saúde, educação, saneamento básico, mobilidade e segurança pública. A proposta, de acordo com ele, busca garantir não apenas o acesso à casa própria, mas também melhores condições de vida para a população.

Déficit habitacional no Amazonas e infraestrutura urbana

De acordo com o dirigente partidário, conjuntos habitacionais destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social precisam ser planejados com estrutura completa. Ele cita como exemplos a necessidade de abastecimento de água, rede de esgoto, pavimentação e iluminação pública.

Campêlo afirma que essas condições contribuem diretamente para a redução de doenças e facilitam a atuação de serviços públicos, como o policiamento. A integração entre moradia e infraestrutura, segundo ele, é essencial para o desenvolvimento urbano sustentável.

Programas habitacionais e impacto social

O ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) destacou programas executados no Amazonas nos últimos anos, como o Prosamin+ e o Prosai, voltados à urbanização, saneamento e construção de moradias.

Ele também mencionou o programa Amazonas Meu Lar, que já atendeu mais de 31 mil famílias. Desse total, cerca de 22 mil foram beneficiadas com regularização fundiária e mais de 9,2 mil com soluções habitacionais, incluindo construção de unidades, indenizações e bônus moradia.

Outra iniciativa citada foi o subsídio estadual para financiamento habitacional por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida, que viabilizou o acesso à moradia para mais de 2,7 mil famílias.

Habitação como vetor de desenvolvimento econômico

Além do impacto social, Campêlo ressaltou que o setor habitacional também contribui para a economia. Segundo ele, a construção civil gera empregos, movimenta o comércio local e impulsiona diferentes segmentos produtivos.

O dirigente defende que o enfrentamento do déficit habitacional exige articulação entre poder público e iniciativa privada. Para ele, parcerias são necessárias para ampliar investimentos e acelerar a execução de projetos habitacionais no estado.

Próximos desafios

Campêlo avalia que a continuidade das políticas habitacionais dependerá da integração entre diferentes esferas de governo e da manutenção de programas estruturantes. A expectativa é de que novas iniciativas possam ampliar o acesso à moradia e reduzir o déficit habitacional no Amazonas nos próximos anos.

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