O deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), foi eleito governador do estado em eleição indireta realizada nesta semana. A escolha ocorreu por unanimidade entre os parlamentares, consolidando a liderança do político no cenário estadual.
A eleição foi convocada após a renúncia do então governador Wilson Lima e do vice-governador Tadeu de Souza, o que abriu a necessidade de escolha de um novo chefe do Executivo estadual de forma indireta, conforme prevê a Constituição.
Cidade já vinha exercendo o comando do governo de forma interina desde abril, quando assumiu automaticamente o cargo por ser presidente da Aleam.
Chapa única e votação unânime
A eleição indireta contou com chapa única encabeçada por Roberto Cidade, tendo como vice o deputado Serafim Corrêa. A votação ocorreu no plenário da Assembleia Legislativa e teve aprovação unânime dos deputados estaduais, reforçando o consenso político em torno do nome escolhido.
O processo seguiu rito definido pelo Legislativo estadual, com registro de candidatura, análise e votação em sessão específica.
Posse na Assembleia Legislativa
A posse dos eleitos ocorreu na sede da Aleam, em Manaus, em cerimônia oficial realizada no mesmo dia da votação. Com isso, Roberto Cidade passa a exercer o mandato de governador até o fim do atual ciclo administrativo.
Contexto político
A mudança no comando do Executivo ocorre em um ano eleitoral e marca uma reorganização no cenário político do Amazonas. A renúncia de Wilson Lima teve como objetivo viabilizar sua participação nas eleições de 2026, enquanto o vice também deixou o cargo no mesmo movimento.
Roberto Cidade, que já ocupava a presidência da Aleam por três mandatos consecutivos, assume o governo com experiência no Legislativo e articulação política consolidada.
Desafios da nova gestão
A nova gestão assume com o desafio de manter a estabilidade administrativa e dar continuidade às políticas públicas no estado, especialmente em áreas estratégicas como saúde, segurança e economia.
A expectativa é de que o governo interino atue de forma alinhada ao calendário eleitoral e às demandas imediatas da população amazonense.






