Amazonas ganha quatro novas reservas de desenvolvimento sustentável

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O Amazonas ganhou quatro novas reservas de desenvolvimento sustentável nesta terça-feira (8), Dia da Amazônia, após a assinatura de decretos presidenciais que criaram áreas de proteção no Sul do estado. Juntas, as reservas Tupana e Igapó-Açu 1, Tupana e Igapó-Açu 2, Canaã e Mirari abrangem aproximadamente 668 mil hectares e têm como objetivo proteger a biodiversidade e o modo de vida das populações que vivem na região.

As novas unidades estão localizadas na área de influência da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho (RO), e fazem parte de uma série de medidas anunciadas pelo governo federal para ampliar a proteção ambiental e estimular atividades econômicas consideradas compatíveis com a conservação da floresta.

Novas reservas ficam no Sul do Amazonas

As quatro unidades criadas no estado pertencem à categoria de Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS). Esse modelo de área protegida busca conciliar a conservação dos ecossistemas com a permanência das populações tradicionais e o uso sustentável dos recursos naturais.

De acordo com as informações divulgadas pelo governo federal, a criação das reservas pretende fortalecer a proteção ambiental em uma região considerada estratégica por estar próxima à BR-319.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que as novas áreas representam um acréscimo de 668 mil hectares de proteção na região.

“Serão mais 668 mil hectares para fortalecer a proteção da região da BR-319”, afirmou o ministro.

A criação das unidades também estabelece um marco para a organização das atividades desenvolvidas pelas comunidades que vivem nesses territórios.

O que é uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável é uma categoria de unidade de conservação que permite a permanência das populações tradicionais e busca assegurar condições para que elas desenvolvam atividades baseadas no uso sustentável dos recursos naturais.

Diferentemente de áreas em que a presença humana e a exploração de recursos são mais restritas, as RDS permitem atividades econômicas compatíveis com os objetivos de conservação.

Entre as possibilidades estão práticas de manejo dos recursos naturais, produção tradicional e outras atividades que respeitem as regras estabelecidas para a unidade.

A criação dessas áreas, portanto, não significa simplesmente a retirada das comunidades locais. O objetivo é estabelecer regras para a conservação ambiental e, ao mesmo tempo, preservar o modo de vida das populações que dependem dos recursos naturais.

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Proteção ambiental na região da BR-319

A localização das novas reservas coloca a BR-319 no centro das medidas anunciadas nesta terça-feira.

A rodovia atravessa uma área de grande importância ambiental entre o Amazonas e Rondônia. A região também possui comunidades que dependem diretamente dos recursos naturais para atividades de subsistência e geração de renda.

Com as novas unidades, o governo federal amplia a área submetida a regras específicas de conservação e uso sustentável.

A medida também poderá influenciar o planejamento de políticas públicas ambientais e territoriais nos municípios abrangidos pelas novas reservas.

A implementação das unidades deverá envolver órgãos responsáveis pela gestão ambiental, além da participação das comunidades locais na definição das regras de utilização dos recursos.

Floresta Nacional de Humaitá terá concessões por 40 anos

Além da criação das quatro reservas, o governo federal anunciou outra medida relacionada ao Amazonas durante a programação do Dia da Amazônia.

O Serviço Florestal Brasileiro assinou contratos de concessão florestal de duas unidades de manejo da Floresta Nacional de Humaitá, também localizada no estado.

Os contratos terão duração de 40 anos e preveem aproximadamente R$ 240 milhões em investimentos ao longo do período de concessão.

A iniciativa permitirá a exploração legal de mais de 2 milhões de metros cúbicos de madeira.

Segundo as informações divulgadas, a atividade também deverá gerar aproximadamente mil empregos diretos e indiretos durante a vigência dos contratos.

A concessão florestal é um modelo em que empresas recebem autorização para realizar o manejo de recursos florestais em áreas públicas seguindo regras estabelecidas pelo poder público.

Manejo florestal busca diferenciar exploração legal

A concessão da Floresta Nacional de Humaitá está relacionada ao modelo de manejo florestal sustentável.

Nesse sistema, a retirada de madeira ocorre dentro de critérios técnicos e de planejamento definidos para a área concedida.

A proposta é permitir o aproveitamento econômico da floresta sem transformar a unidade em uma área de exploração sem controle ambiental.

Os contratos assinados estabelecem obrigações para as empresas responsáveis pelas unidades de manejo e devem ser acompanhados pelos órgãos públicos competentes.

Para o Amazonas, a iniciativa reúne dois aspectos: a utilização econômica regulamentada dos recursos florestais e a geração de investimentos e empregos associados ao manejo autorizado.

Parque Nacional de Sete Cidades também foi ampliado

As medidas anunciadas no Dia da Amazônia não ficaram restritas ao Amazonas.

Durante o mesmo evento, foi assinada a ampliação do Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí, em aproximadamente 7,2 mil hectares.

Com a incorporação da nova área, o parque passa a ter aproximadamente 13,5 mil hectares.

A ampliação integra a estratégia federal de expansão e fortalecimento de áreas protegidas em diferentes regiões do país.

BNDES anuncia recursos para projetos ambientais

Outro anúncio realizado durante a programação envolveu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O banco anunciou R$ 50 milhões do Fundo Amazônia para o projeto Naturezas Quilombolas, voltado ao apoio à gestão ambiental em mais de 16 territórios por meio da Fundação Guamá.

O objetivo é apoiar ações de gestão ambiental nos territórios contemplados, fortalecendo iniciativas relacionadas à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais.

O BNDES também informou que vai financiar R$ 180 milhões para a restauração ecológica de 10 mil hectares da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará.

Os recursos serão destinados por meio do Fundo Clima.

Impacto para comunidades do Amazonas

A criação das quatro reservas modifica o enquadramento ambiental de uma área de aproximadamente 668 mil hectares no Sul do Amazonas.

Para as comunidades que vivem nesses territórios, a categoria de Reserva de Desenvolvimento Sustentável estabelece um modelo de proteção que considera a presença das populações tradicionais e permite o uso sustentável dos recursos naturais.

As regras da unidade deverão orientar atividades econômicas, manejo dos recursos e ações de conservação.

A medida também amplia a responsabilidade do poder público na gestão dessas áreas, incluindo fiscalização, planejamento e acompanhamento das atividades realizadas dentro das reservas.

Medidas fazem parte de agenda ambiental

Os anúncios ocorreram em 8 de setembro de 2026, data em que é celebrado o Dia da Amazônia.

Além das quatro novas reservas no Amazonas, o governo federal apresentou medidas envolvendo concessões florestais, ampliação de unidade de conservação e financiamento de projetos de conservação e restauração ambiental.

No caso do Amazonas, as ações anunciadas abrangem tanto a criação de novas áreas protegidas quanto a exploração regulamentada de recursos florestais na Floresta Nacional de Humaitá.

As quatro novas RDS representam, segundo o governo federal, 668 mil hectares adicionais destinados à proteção ambiental e ao desenvolvimento sustentável na região de influência da BR-319.

A efetividade dessas medidas dependerá da implementação dos instrumentos de gestão das unidades, da fiscalização ambiental e da participação das populações que vivem nos territórios.

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