Produtores fortalecem agricultura familiar em 10 comunidades do Amazonas

produtor

A agricultura familiar reúne produtores de 10 comunidades nas regiões das rodovias BR-174 e AM-240, no Amazonas. Por meio da Associação Grupo Esperança Orgânica (AGEO), agricultores organizam atividades de cultivo, colheita e comercialização, além de buscar parcerias para melhorar a produção e ampliar as oportunidades de renda.

Criada em 2009, a associação conta atualmente com 169 associados, dos quais 79 são produtores. A iniciativa recebe apoio do Instituto Bioma Tec, que oferece suporte técnico e atendimento às comunidades para identificar necessidades e buscar soluções para o desenvolvimento das atividades rurais.

A presidente da AGEO, Nazide Bentes, destaca a importância da organização dos agricultores e da participação das mulheres na administração das atividades. Segundo ela, a presença feminina na gestão faz parte da realidade de muitas famílias associadas.

“Na nossa associação, as mulheres também têm um papel importante na administração. Elas participam das decisões, acompanham as atividades e contribuem para o desenvolvimento da agricultura familiar.”

Nazide Bentes fazendo farinha. Foto: Claudecir Janúario/Portal Furacão

Mulheres participam da gestão da agricultura familiar

Na organização das atividades rurais, as mulheres também assumem funções administrativas, participam de negociações e buscam capacitação para melhorar o trabalho desenvolvido nas propriedades.

Essa atuação complementa as atividades realizadas no campo, como o preparo da terra, o cultivo, a colheita e a comercialização dos produtos.

A participação feminina na gestão contribui para a organização das famílias produtoras e para a tomada de decisões dentro das comunidades.

Plantação de guanará da Comunidade Jardim Floresta. Foto: Portal Furacão de Notícias

Instituto Bioma Tec apoia associações de produtores

O fortalecimento da agricultura familiar também depende de parcerias que ofereçam orientação e suporte aos pequenos produtores. Nesse contexto, o Instituto Bioma Tec atua em colaboração com associações como a AGEO.

Durante a entrevista, Gito Souza, representante do Instituto Bioma Tec, destacou a importância de estabelecer parcerias com organizações comunitárias para ampliar as possibilidades de desenvolvimento dos agricultores.

“Quando trabalhamos em parceria com associações como a AGEO, conseguimos potencializar a capacidade dos pequenos agricultores e buscar novas oportunidades para as comunidades.”

A atuação conjunta envolve a identificação de demandas, a articulação de projetos e a busca por recursos que possam melhorar a estrutura de produção e comercialização.

Instituto Bioma Tec visitando a comunidade Jardim Floresta, BR-174, km 126 (zona rural de Presidente Figueiredo) Foto: Claudecir Januário/Portal Furacão de Notícias

Atendimento identifica necessidades das comunidades

O suporte oferecido às comunidades também considera as necessidades específicas de cada localidade. O objetivo é compreender os desafios enfrentados pelos agricultores e buscar alternativas para melhorar as condições de trabalho.

Kaquisoé Souza, gestor de projetos do Instituto Bioma Tec, explicou que o atendimento às comunidades permite identificar demandas que podem ser transformadas em projetos e iniciativas de apoio à produção.

“Nosso trabalho é estar próximo das comunidades, entender as necessidades dos produtores e buscar, por meio de projetos e parcerias, soluções que contribuam para melhorar a produção.”

Durante uma visita a uma casa de farinha, por exemplo, foi identificada a necessidade de uma prensa e de equipamentos mais modernos. A proposta apresentada é buscar apoio para viabilizar esses recursos, com o objetivo de melhorar o processo de trabalho e a qualidade dos produtos.

Produção de derivados amplia oportunidades de comercialização

Além do cultivo e da venda de matérias-primas, os associados da AGEL também trabalham com a produção de derivados agrícolas.

A transformação dos produtos permite agregar valor à produção e diversificar as possibilidades de comercialização. Com isso, os agricultores podem ampliar as alternativas de geração de renda para suas famílias.

O trabalho envolve diferentes etapas, desde a produção no campo até o beneficiamento e a venda, atividades que exigem organização, estrutura e acompanhamento técnico.

Com 169 associados e atuação em 10 comunidades, a AGEO busca fortalecer a agricultura familiar no Amazonas por meio da organização coletiva. O apoio do Instituto Bioma Tec integra esse processo, com assistência, identificação de demandas e articulação de parcerias para atender às necessidades dos produtores.

Instutito Bioma Tec e Nazide Bentes em visita a comunidade Jardim Floresta. Foto: Portal Furacão de Notícias

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