O transporte coletivo em Manaus operou sob tensão na manhã desta terça-feira (7), após a mobilização dos rodoviários e a possibilidade de paralisação do serviço. Apesar de não haver confirmação oficial de uma greve geral, passageiros relataram demora nas paradas, ônibus lotados e aumento no tempo de espera em diferentes regiões da capital amazonense. O movimento ocorre em meio às negociações entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas responsáveis pelo transporte urbano.
Segundo representantes da categoria, a paralisação total ainda não foi deflagrada, mas os trabalhadores seguem cobrando o pagamento de salários, depósitos de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outros direitos trabalhistas. As negociações continuam ao longo desta semana e a possibilidade de novas mobilizações permanece caso não haja acordo entre as partes.
Passageiros enfrentam dificuldades no início da semana
Desde as primeiras horas da manhã, usuários do transporte coletivo relataram demora na chegada dos ônibus e veículos circulando com lotação acima do normal, especialmente nos horários de maior movimento.
As reclamações foram registradas em diferentes zonas da cidade e repercutiram nas redes sociais, onde passageiros compartilharam imagens e relatos sobre a dificuldade para chegar ao trabalho, escolas e demais compromissos.
Embora não exista confirmação oficial de redução da frota, o aumento do intervalo entre os coletivos provocou transtornos para milhares de usuários do sistema.
Sindicato nega redução oficial da frota
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus informou que não determinou uma redução oficial da circulação dos ônibus nesta segunda-feira.
Segundo a entidade, os coletivos continuaram operando normalmente, enquanto a categoria aguarda o avanço das negociações com as empresas do setor.
Ao mesmo tempo, o sindicato reafirma que a mobilização continua e que poderá adotar novas medidas caso as reivindicações relacionadas aos direitos trabalhistas não sejam atendidas.
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Reivindicações envolvem salários e direitos trabalhistas
Entre as principais reivindicações apresentadas pelos rodoviários estão o pagamento de salários em atraso, regularização dos depósitos do FGTS, recolhimento das contribuições ao INSS e demais obrigações trabalhistas previstas na legislação.
De acordo com representantes da categoria, essas pendências vêm sendo discutidas há semanas e motivaram a aprovação de um indicativo de greve durante assembleia realizada recentemente.
As negociações envolvem o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), representantes dos trabalhadores e órgãos responsáveis pela mediação do conflito.
Situação ainda depende das negociações
Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação oficial de uma greve geral prevista para terça-feira (8).
As negociações seguem em andamento, e qualquer alteração no funcionamento do transporte coletivo dependerá dos resultados das reuniões entre trabalhadores e empresas.
A orientação para os passageiros é acompanhar os comunicados oficiais divulgados pelos órgãos responsáveis e pelas entidades representativas do setor.
Transporte coletivo é essencial para milhares de pessoas
O sistema de transporte público de Manaus é utilizado diariamente por milhares de trabalhadores, estudantes e demais usuários que dependem dos ônibus para se deslocar entre bairros e o centro da cidade.
Qualquer alteração na operação da frota provoca impacto direto na mobilidade urbana, aumentando o tempo de deslocamento e afetando a rotina da população.
Por esse motivo, a continuidade das negociações é acompanhada com atenção tanto pelos usuários quanto pelos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização do serviço.
Órgãos acompanham o andamento das negociações
O impasse entre trabalhadores e empresas também é acompanhado pelos órgãos competentes, que podem atuar para garantir a continuidade do serviço e buscar uma solução consensual entre as partes.
Até o momento, não foi divulgado nenhum comunicado oficial determinando paralisação integral da frota nem alteração obrigatória na operação dos ônibus da capital.
Enquanto isso, o transporte coletivo segue funcionando, ainda que usuários relatem dificuldades pontuais em algumas linhas durante os horários de maior demanda.
População deve acompanhar comunicados oficiais
Com as negociações ainda em andamento, a situação do transporte coletivo pode sofrer alterações nos próximos dias.
A recomendação é que os passageiros acompanhem os canais oficiais do Sindicato dos Rodoviários, do Sinetram, do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e da Prefeitura de Manaus para verificar eventuais mudanças na circulação dos ônibus.
Até esta segunda-feira (6), porém, não havia confirmação oficial de greve geral do transporte coletivo na capital amazonense.







