O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou nesta sexta-feira (30) que a Amazônia Legal registrou a menor taxa de desmatamento em 11 anos. Entre agosto de 2024 e julho de 2025, foram desmatados 5.796 km², o que representa queda de 11% em relação ao período anterior, quando o índice alcançou 6.518 km². Esse resultado consolida o quarto ano consecutivo de redução e reforça o impacto positivo das políticas de fiscalização e conservação ambiental.
Mesmo em um cenário marcado pelo maior número de queimadas das últimas duas décadas, os dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES) mostram avanços significativos. O Ibama registrou, no período, 3.485 autos de infração, que somam R$ 2,57 bilhões em multas, e 2.712 termos de embargo, que bloquearam 335 mil hectares. Segundo o órgão, as ações evitaram o desmatamento de 1,9 milhão de hectares de floresta e cerrado, reduzindo em 733 milhões de toneladas as emissões de CO₂ em comparação com 2022.
O Amazonas se destacou como um dos estados com melhor desempenho, apresentando queda de 16,9% no desmatamento, passando de 1.223 km² para 1.016 km². Com isso, o estado foi responsável por 17,5% do total desmatado na Amazônia Legal, ficando atrás apenas do Pará (36,2%) e do Mato Grosso (27,1%). Entre os nove estados da região, oito registraram queda, com destaque para Tocantins (-62,5%), Amapá (-48,1%) e Roraima (-37,3%).
No Amazonas, o Ibama aplicou 275 autos de infração, totalizando R$ 228 milhões em multas, e emitiu 220 termos de embargo, que bloquearam 41 mil hectares. O superintendente do órgão, Joel Araújo, atribuiu os resultados ao fortalecimento das operações de fiscalização e à ampliação das políticas públicas de conservação ambiental, que seguem como prioridade na proteção dos biomas amazônicos.




