Mesmo com chuvas isoladas, o Sul do Amazonas enfrenta o período mais crítico de vazante dos rios. Em Manicoré, o Rio Madeira volta a preocupar moradores e navegantes. A baixa no nível da água dificulta o tráfego de embarcações e exige mais atenção de quem depende do transporte fluvial para trabalhar ou se deslocar.
Segundo a Marinha do Brasil, o Madeira está com 2,16 metros — índice superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando chegou a apenas 36 centímetros e a navegação foi suspensa. Apesar da melhora, o risco de encalhes e acidentes permanece alto. Por isso, a Marinha emitiu uma portaria com recomendações técnicas para reforçar a segurança da navegação e evitar danos ambientais.
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O prático Matias Lima explica que, neste cenário, é preciso redobrar os cuidados: “Tem que ir bem devagarzinho pra não topar em alguma coisa”. Já o gerente de embarcação Cleiton Nascimento lembra que, no ano passado, precisou suspender as operações por causa da seca. “Foi um período muito difícil, mas mantivemos os preços para não prejudicar os passageiros”, afirmou.
No entanto, a navegação no Rio Madeira é essencial para o transporte de cargas e passageiros em toda a região. Mesmo com o nível um pouco mais alto que no ano passado, a estiagem continua exigindo precaução. O desafio é manter os serviços funcionando com segurança, garantindo que o rio permaneça como uma via vital de integração, sustento e esperança para milhares de famílias que dependem dele todos os dias.







