Ação reuniu lideranças comunitárias, voluntários da Águas de Manaus e moradores para recuperar área verde e conscientizar população sobre preservação ambiental
Em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, lideranças comunitárias, moradores e voluntários realizaram neste sábado (6) uma ação de limpeza e conscientização ambiental em uma área verde que sofre com o descarte irregular de resíduos na capital amazonense.
A mobilização ocorreu em uma área próxima ao Residencial Ilha do Campus Elíseos e reuniu cerca de 30 participantes, volutários, moradores da comunidade e colaboradores da Águas de Manaus.
Mutirão busca recuperar área degradada
A iniciativa ocorreu em uma área verde próxima a uma nascente que contribui para a formação do Igarapé do Gigante. Segundo os organizadores, a região sofre há meses com o descarte irregular de lixo doméstico e entulho.
De acordo com Gilberto Ribeiro, liderança comunitária envolvida na ação, esta é a terceira tentativa de recuperação do espaço.
“Já transformamos locais semelhantes em áreas de convivência social. Estamos insistindo porque acreditamos que é possível recuperar esse ambiente e devolver esse espaço para a comunidade”, afirmou.
Durante o mutirão, os participantes realizaram coleta de resíduos, limpeza do terreno e atividades de conscientização ambiental junto aos moradores da região.
Ação ambiental em Manaus reúne diferentes instituições
A mobilização contou com o apoio da Águas de Manaus, por meio do programa Afluentes, que mantém relacionamento com lideranças comunitárias em diversos bairros da cidade.
Segundo Geaneide Vilhena, coordenadora de Responsabilidade Social da concessionária, a participação da empresa ocorreu de forma voluntária.
“A proposta é contribuir diretamente para a recuperação da área e fortalecer o vínculo com a comunidade. A participação dos moradores é fundamental para a preservação desses espaços”, explicou.
A ação também marcou o lançamento do projeto “De Olho no Óleo”, iniciativa voltada ao descarte correto do óleo de cozinha utilizado nas residências.
O programa busca evitar que o material seja descartado em redes de esgoto, solo ou cursos d’água, reduzindo impactos ambientais e problemas na infraestrutura de saneamento.
Educação ambiental é apontada como principal desafio
Para Marcelo Santana Pereira, gerente de Meio Ambiente, Segurança do Trabalho e Qualidade do Grupo Aegea, a preservação ambiental depende não apenas de investimentos em infraestrutura, mas também da participação da população.
Segundo ele, ações educativas são essenciais para que os moradores compreendam a importância da destinação correta dos resíduos e da ligação dos imóveis à rede de esgotamento sanitário.
“Infraestrutura sozinha não resolve. É necessário envolver as pessoas para que elas se sintam responsáveis pelo espaço onde vivem”, destacou.
O representante também ressaltou a importância dos investimentos em saneamento básico para a recuperação dos igarapés urbanos de Manaus.
Comunidade quer transformar lixeira em espaço útil
A presidente da Associação dos Moradores do Residencial Ilha do Campus Elíseos, Jeanne Figueira, afirmou que a área possui importância ambiental estratégica para a região.
Segundo ela, existe uma nascente próxima ao local da ação, responsável por alimentar o Igarapé do Gigante.
“Nossa preocupação é preservar o que ainda resta de área verde em Manaus. Queremos transformar esse espaço em algo útil para a comunidade e impedir que ele continue sendo utilizado como lixeira”, afirmou.
A liderança também defendeu a instalação de iluminação pública e sistemas de monitoramento para reduzir novos casos de descarte irregular.
Combate a lixeira viciada reforça conscientização ambiental
A ação ocorreu um dia após as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho. Os organizadores aproveitaram a data para ampliar o debate sobre preservação dos recursos naturais e descarte adequado de resíduos.
Dados do Ministério do Meio Ambiente apontam que o descarte irregular de lixo continua sendo um dos principais desafios ambientais enfrentados pelos centros urbanos brasileiros, afetando áreas verdes, igarapés e sistemas de drenagem.
Em Manaus, o problema é recorrente em áreas de ocupação urbana próximas a cursos d’água, contribuindo para alagamentos, poluição ambiental e degradação dos ecossistemas.
Próximas ações devem ampliar mobilização
Os organizadores informaram que novas atividades de conscientização ambiental deverão ser realizadas nos próximos meses. A expectativa é ampliar a participação da população e consolidar a recuperação da área.
Além das ações de limpeza, a proposta inclui campanhas educativas, atividades comunitárias e iniciativas voltadas ao descarte correto de resíduos e preservação das áreas verdes da cidade.
A mobilização também busca estimular a formação de uma rede permanente de proteção ambiental envolvendo moradores, instituições privadas e organizações da sociedade civil.









