Denúncia pública durante votação
Uma denúncia de compra de voto feita ao vivo no plenário da Câmara de Mercês, na Zona da Mata mineira, levou à abertura de inquéritos na Polícia Civil e no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Durante a votação que definiu a Mesa Diretora para 2026, o vereador Marcelio Estevam Teixeira, conhecido como Marcelo Moto Som (Mobiliza), exibiu R$ 100 mil que, segundo ele, teria recebido de um empresário para direcionar seu voto ao candidato José Ivanio de Oliveira (PSD).
Dinheiro apreendido e início das investigações
A gravação oficial mostra o momento em que ele retira o dinheiro da bolsa em plena sessão. A Polícia Militar apreendeu o valor, e o delegado Arthur Simões instaurou inquérito para apurar eventual crime de corrupção. O Ministério Público também requisitou investigação. A defesa do vereador afirmou que registrou o caso para garantir apuração. O empresário citado, Calixto Domingos Neto, não se manifestou.
Disputa pela Mesa Diretora e impacto político
A eleição ganhou relevância porque o novo presidente da Câmara poderá assumir interinamente a Prefeitura. O prefeito eleito, Donizete Calixto (Mobiliza), teve a candidatura indeferida em 2024 e aguarda decisão final no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o boletim de ocorrência, o vereador afirmou que vinha sendo procurado pelo empresário há dois meses, com tentativas de convencimento para favorecer um grupo político interessado no comando da Prefeitura.
Resultado da votação e situação no TSE
Mesmo após a denúncia, a votação ocorreu. José Elizio Ribeiro Coelho (PSD) foi eleito presidente, e Marcelio ficou com a vice-presidência. Caso o julgamento do prefeito eleito não avance a tempo, José Elizio assumirá como prefeito interino. O processo no TSE foi adiado depois de pedido de vista do ministro André Mendonça e só deverá voltar à pauta no próximo ano.







