Crianças a partir de dois anos vítimas de violência sexual poderão receber a vacina contra HPV na rede pública de saúde de Manaus. A medida segue orientação do Ministério da Saúde e contempla meninos e meninas que tenham sido submetidos a esse tipo de violência.
A vacinação será realizada após avaliação no Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (Savvis) ou por profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento. Para a aplicação, será necessário apresentar registro ou prescrição que comprove a condição clínica que fundamenta a indicação, além da autorização do responsável legal.
Para esse grupo, o esquema previsto é de uma dose do imunizante. A orientação é que a vacina não seja considerada um tratamento após uma possível exposição ao HPV durante a violência sexual. O objetivo é proteger contra tipos do vírus que ainda não tenham sido adquiridos e reduzir o risco de infecções futuras.
Vacina contra HPV tem indicação a partir dos dois anos
A ampliação da vacinação para crianças menores de nove anos foi definida após análise técnica do Ministério da Saúde, com participação de sociedades científicas, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
A decisão levou em consideração evidências relacionadas à segurança da vacina contra HPV em crianças a partir dos dois anos de idade.
Na rotina do Calendário Nacional de Vacinação, o imunizante é oferecido para meninos e meninas de 9 a 14 anos. Além desse público, a vacina está disponível para grupos considerados prioritários pelas autoridades de saúde.
Entre eles estão pessoas vítimas de violência sexual. Com a nova orientação, crianças a partir de dois anos que estejam nessa condição também podem receber o imunizante, mediante avaliação e indicação dos profissionais responsáveis pelo atendimento.
Como funciona a vacinação para crianças vítimas de violência sexual
A indicação da vacina ocorre dentro do atendimento de saúde destinado às vítimas de violência sexual. Em Manaus, a avaliação pode ser feita no Savvis ou por profissionais responsáveis pelo atendimento da criança.
O material fornecido informa que o responsável deverá apresentar documentação que registre ou prescreva a indicação clínica da vacinação. Também é necessária a autorização do responsável legal.
Para as crianças incluídas nessa faixa etária específica, o esquema informado é de uma dose.
A orientação é importante porque a vacina não tem a função de tratar uma eventual infecção pelo HPV já adquirida durante a violência sexual. A finalidade da imunização é prevenir infecções futuras por tipos do vírus aos quais a pessoa ainda não tenha sido exposta.
HPV está relacionado a diferentes tipos de câncer
O Papilomavírus Humano (HPV) é um vírus que pode atingir a pele e as mucosas. A infecção está associada ao aparecimento de verrugas genitais e a diferentes tipos de câncer.
Entre os tumores relacionados ao vírus estão os de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.
Por esse motivo, a vacinação é utilizada como uma das estratégias de prevenção contra infecções por determinados tipos do HPV. A indicação para diferentes faixas etárias e grupos prioritários segue critérios definidos pelas autoridades de saúde.
Além das crianças vítimas de violência sexual, a rede pública também disponibiliza a vacina para pessoas de 9 a 45 anos que tenham sido vítimas desse tipo de violência.
Outros grupos prioritários também podem receber a vacina
A vacinação contra HPV também contempla outros públicos definidos como prioritários.
Entre eles estão jovens de 15 a 19 anos que não receberam nenhuma dose do imunizante, pessoas vivendo com HIV, imunossuprimidos, transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea, pacientes com neoplasias e usuários de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP).
Em março de 2026, mulheres diagnosticadas com Neoplasia Intraepitelial Cervical de alto grau e submetidas a procedimento excisional do colo do útero também foram incluídas pelo Ministério da Saúde entre os grupos prioritários para a vacinação contra o HPV.
A ampliação das indicações ocorre conforme avaliações e orientações técnicas das autoridades de saúde.
Manaus tem 174 salas de vacinação
Na capital amazonense, a vacina contra HPV está disponível em 174 salas de vacinação.
Os endereços e horários de funcionamento das unidades podem ser consultados na página oficial da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus. A disponibilidade permite que moradores verifiquem a unidade mais adequada para buscar o serviço de vacinação.
No caso das crianças vítimas de violência sexual, porém, a aplicação está vinculada à avaliação e indicação dos profissionais responsáveis pelo atendimento, conforme as orientações apresentadas para esse público.
A recomendação é que os responsáveis procurem o serviço de saúde responsável pelo atendimento da criança para receber as orientações sobre avaliação, documentação e vacinação.
Orientação amplia proteção para crianças
A possibilidade de vacinação contra HPV a partir dos dois anos para crianças vítimas de violência sexual amplia o público que pode ter acesso ao imunizante dentro da rede pública.
A medida é direcionada especificamente a crianças que se enquadram na condição estabelecida pelas orientações do Ministério da Saúde. A vacinação tem caráter preventivo e não substitui a avaliação clínica necessária após uma situação de violência sexual.
Em Manaus, o atendimento e a indicação devem seguir os procedimentos adotados pelos serviços de saúde responsáveis pelo acompanhamento da vítima.








