Suframa completa 59 anos são celebrados neste sábado (28), data que marca a criação da autarquia pelo Decreto-Lei nº 288/1967. A Superintendência da Zona Franca de Manaus chega a quase seis décadas de atuação com recordes no Polo Industrial de Manaus (PIM), novos investimentos aprovados e avanços institucionais ligados à reforma tributária. Os dados foram divulgados pela própria autarquia.
Em 2025, o PIM registrou o maior faturamento da história, consolidando a Zona Franca de Manaus como um dos principais vetores econômicos da região Norte.
Recordes marcam os 59 anos da Suframa
Segundo a autarquia, o faturamento do Polo Industrial de Manaus alcançou R$ 227,67 bilhões em 2025, o maior valor já registrado.
A média mensal de empregos diretos ultrapassou 131 mil postos formais, crescimento de quase 7% em relação ao ano anterior.
A cadeia produtiva ligada ao modelo movimenta mais de 500 mil empregos diretos e indiretos em todo o país.
O Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou 177 novos projetos no ano passado, totalizando mais de R$ 3,7 bilhões em investimentos e previsão de aproximadamente seis mil novos empregos.
Reforma tributária e preservação do modelo
Durante as discussões da reforma tributária, a autarquia atuou junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), governos estaduais e bancada parlamentar para garantir a manutenção do princípio da equivalência competitiva da Zona Franca de Manaus.
A medida assegura que, mesmo com a transição para novos tributos, os produtos fabricados em Manaus mantenham diferencial competitivo previsto constitucionalmente.
Os incentivos fiscais do modelo estão prorrogados até 2073.
Interiorização e expansão regional
Os 59 anos da Suframa também são marcados pela implementação do Plano de Interiorização e Regionalização do Desenvolvimento (PIRD).
O programa busca ampliar o alcance das ferramentas de fomento da autarquia, da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Banco da Amazônia para os estados da Amazônia Ocidental — Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima — além do Amapá.
O objetivo é diversificar a matriz econômica e reduzir desigualdades regionais.
Sustentabilidade e agenda internacional
A pauta ambiental ganhou destaque com a proximidade da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), prevista para ocorrer no Brasil.
Em parceria com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), a autarquia lançou a iniciativa “ZFM+ESG”, voltada à promoção de práticas ambientais, sociais e de governança no polo industrial.
A Zona Franca é apontada como fator de preservação ambiental, com manutenção de 98% da cobertura florestal original do Amazonas.
Impacto social e educacional
Além dos resultados econômicos, os 59 anos da Suframa também refletem impacto social.
Segundo a autarquia, a arrecadação gerada pelo modelo contribui para que o Amazonas devolva à União mais impostos do que recebe em transferências.
Parte dos recursos financia a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), presente nos 62 municípios do estado.
O modelo também fomenta centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) por meio da Lei de Informática da Zona Franca.
Declaração oficial
O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, afirmou que os números refletem segurança jurídica e modernização administrativa.
Segundo ele, a prioridade é desburocratizar processos e adaptar o modelo à economia de base tecnológica e sustentável.






