Rozenha denuncia preço abusivo da gasolina no interior do Amazonas e cobra ação contra postos


O deputado estadual Rozenha (PSD) criticou nesta quarta-feira (11/3), o alto preço do combustível no interior do estado e cobrou medidas de fiscalização para combater possíveis abusos na venda de gasolina e diesel.

Na tribuna, o parlamentar afirmou que moradores de cidades mais afastadas do Amazonas chegam a pagar valores próximos ou superiores a R$ 10 por litro de gasolina. Cenário que impacta diretamente o custo de vida e as atividades econômicas da região. “É inaceitável que o combustível do Amazonas seja um dos mais caros do Brasil mesmo tendo uma refinaria instalada em Manaus há mais de 50 anos”, afirmou.

O deputado destacou que o aumento do preço do combustível ocorre em um contexto de instabilidade global e dificuldades logísticas que historicamente afetam o estado. “No Amazonas, as dificuldades logísticas já são enormes. Uma hora é seca, outra é enchente, e agora ainda temos a instabilidade internacional que pressiona o preço do combustível. Mas o que não dá para aceitar é o aumento antes mesmo da chegada de novos custos”, declarou.

Interior enfrenta preços ainda mais altos

Levantamentos recentes indicam que o Amazonas está entre os estados com combustíveis mais caros do país. Em 2026, o preço médio da gasolina no estado ultrapassou R$ 7 por litro, com Manaus figurando entre as capitais com valores mais elevados do Brasil.

No interior, a situação pode ser ainda mais crítica. Em municípios isolados, o litro da gasolina já foi registrado próximo de R$ 10, reflexo da distância dos centros de distribuição, dependência de transporte fluvial e baixa concorrência entre postos.

Para Rozenha, a concentração de postos em mãos de poucos empresários em algumas cidades também contribui para o aumento dos preços. “Nas cidades menores, muitas vezes um ou dois donos de postos controlam todo o abastecimento. Aí colocam o preço que querem, e o povo fica sem alternativa”, afirmou.

O deputado também levantou suspeitas de irregularidades na comercialização do combustível em localidades do interior. “Tem posto vendendo muito mais combustível do que aparece nas notas fiscais. Tem gasolina sendo adulterada, tem produto sendo ‘temperado’. Isso precisa ser investigado”, disse.

Impacto na vida do ribeirinho

 Durante o discurso, o parlamentar ressaltou que o alto preço da gasolina afeta diretamente atividades básicas da população do interior, que depende de motores para transporte, pesca e produção agrícola. “Como é que alguém vai abastecer uma rabeta para atravessar o rio? Como vai abastecer o motor para fazer farinha ou pescar, se a gasolina custa dez reais o litro?”, questionou.

Diante da situação, Rozenha defendeu uma atuação mais firme dos órgãos de defesa do consumidor para investigar possíveis abusos no mercado de combustíveis. “Está na hora de pedir as notas de entrada, medir os lucros e identificar abuso. Se houver irregularidade, tem que multar via Procon”, afirmou.

Para o deputado, a fiscalização é essencial para proteger consumidores e evitar que crises internacionais ou dificuldades logísticas sejam usadas como justificativa para aumentos abusivos no interior do Amazonas. “O fato é que vender combustível no interior do Amazonas virou um grande negócio. E, diante de uma crise mundial, tem gente se aproveitando disso para tirar ainda mais do bolso do povo”, concluiu.

 

 

 



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