Projeto amplia tratamento gratuito da lobomicose no Amazonas

tratamento

Um projeto voltado ao tratamento de doenças negligenciadas na Amazônia tem ampliado o acesso ao diagnóstico e acompanhamento da lobomicose no Amazonas e em outros estados da região Norte. A iniciativa acompanha atualmente 104 pacientes e oferece tratamento gratuito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Coordenado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, o projeto Aptra Lobo atua nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia, integrando assistência, pesquisa clínica e organização do atendimento.

Doença afeta populações vulneráveis

A lobomicose, também conhecida como Doença de Jorge Lobo, é uma infecção fúngica rara e crônica, comum na Amazônia Ocidental. A doença provoca lesões na pele, com impacto físico e psicológico nos pacientes.

Dados do Ministério da Saúde indicam 907 casos registrados no país, sendo 496 no Acre. A enfermidade atinge principalmente populações ribeirinhas, povos indígenas e trabalhadores extrativistas, que enfrentam dificuldades de acesso à saúde.

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Tratamento e resultados iniciais

O projeto utiliza o antifúngico itraconazol, disponível no SUS, com acompanhamento individualizado. Segundo os dados iniciais, mais de 50% dos pacientes apresentaram melhora nas lesões.

Além do tratamento medicamentoso, a iniciativa inclui realização de exames, biópsias e, em casos específicos, cirurgias para retirada de lesões.

Atendimento em áreas remotas

Equipes de saúde locais são responsáveis por identificar pacientes, realizar diagnósticos e acompanhar o tratamento, com suporte de centros de referência em Manaus, Rio Branco e Porto Velho.

O acesso geográfico é um dos principais desafios, devido à distância e às condições das comunidades. Para superar essa barreira, o projeto inclui apoio logístico e expedições para atendimento em regiões isoladas.

Avanços no SUS

A iniciativa também resultou na elaboração de um manual técnico, lançado em 2025, com orientações para diagnóstico, tratamento e prevenção da doença.

A expectativa é que, ainda em 2026, seja desenvolvido um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), consolidando o atendimento da lobomicose no SUS.

Impacto social

O projeto contribui para reduzir o isolamento social e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, ao oferecer diagnóstico e tratamento em regiões historicamente desassistidas.

A ampliação do acesso à saúde e a estruturação de protocolos específicos também fortalecem a resposta do sistema público a doenças negligenciadas na Amazônia.

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