O Brasil possui agora com um Plano Nacional de Transição Energética, chamado de Plante. Lançado nesta quarta-feira pelo Ministério de Minas e Energia, o documento reúne ações para direcionar o governo e a indústria rumo a uma matriz mais sustentável, com baixa emissão de carbono.
Um ponto central da estratégia é que o plano não é estático: ele será revisto a cada quatro anos.
A ideia é que essas revisões permitam ajustes conforme o cenário energético, as incertezas internacionais e a novas tecnologias.
O coordenador-geral de estudos integrados do Ministério, Sérgio Rodrigues Ayrimoraes, explicou que o planejamento será de longo prazo, com ações a serem avaliadas a cada quatro anos..
As projeções mais favoráveis à transição energética no plano apontam que o Brasil pode atingir a neutralidade de emissões líquidas de gases de efeito estufa em 2050.
E a participação das fontes renováveis na matriz energética do país pode chegar a 81% em 2055.
O principal desafio é atender a uma demanda por energia que pode crescer quase quatro vezes até 2055, garantindo que esse aumento venha de fontes limpas.
Outro entrave é o setor de transportes, que hoje consome mais de 7% de todos os derivados de petróleo no país.
Como solução, o Plante propõe caminhos que incluem expandir a oferta de bioenergia em cinco vezes e elevar a produção de biometano, um biocombustível gasoso obtido a partir do processamento do biogás.
E foca ainda no uso de hidrogênio de baixa emissão e em ganhos de eficiência que podem poupar 27% do consumo de energia.
A transição proposta no plano se apoia em três pilares: a segurança energética, incentivo à produção e uso de tecnologias de baixo carbono e justiça energética, climática e social.
A secretária Nacional de Transição Energética e Planejamento do Ministério de Minas Energia, Lorena Perim, destacou que a medida incentiva o uso da energia limpa com acesso de todos.
Plante agora entra em consulta pública para receber sugestões da sociedade por meio do site Ministério de Minas e Energia: gov.br/mme
Após essa fase, o texto precisa ser aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética para entrar em vigor definitivamente.
FONTE: AGENCIA BRASILSource link









