Pix por aproximação perde teto de r$ 500 nesta quinta

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O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º), quando entra em vigor a mudança definida pelo Banco Central (BC) que retira o teto específico de R$ 500 por transação nessa modalidade. A alteração permite pagamentos acima desse valor, desde que respeitados os limites definidos para o cliente pela instituição financeira.

A mudança foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, de 16 de junho de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 17 de junho. A norma alterou a regulamentação anterior e determinou que a nova regra entrasse em vigor em 1º de outubro de 2026.

Um ponto importante é que o limite de R$ 500 não era um teto diário obrigatório. A regra anterior estabelecia R$ 500 como limite máximo por transação no Pix por aproximação, enquanto o usuário podia definir controles adicionais para os pagamentos. O próprio Banco Central registrava, em 2025, que a modalidade tinha limite de R$ 500 por operação e não possuía limite diário fixo.

O que muda no Pix por aproximação

Com a nova regra, deixa de existir um teto específico de R$ 500 para cada pagamento realizado por aproximação. O Banco Central informa que a modalidade passa a seguir a lógica das demais formas de utilização do Pix, permitindo ao usuário solicitar ao banco o aumento ou a redução do limite diário e do limite por transação, de acordo com as ferramentas disponibilizadas pela instituição.

Isso significa que o consumidor poderá realizar um pagamento superior a R$ 500 por aproximação, desde que o valor esteja dentro do limite autorizado para sua conta.

Não existe, portanto, um novo valor único definido pelo Banco Central para substituir os R$ 500. O limite disponível dependerá das configurações estabelecidas para cada cliente e dos mecanismos de segurança da instituição financeira.

A mudança também alcança transações iniciadas pela Jornada Sem Redirecionamento (JSR) do Open Finance, incluindo operações realizadas por carteiras digitais compatíveis.

Leia também: Transações com Pix caem 10% após proibição das bets

Como pagar com Pix por aproximação

O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC (Near Field Communication) para permitir a comunicação entre o aparelho do consumidor e o terminal utilizado pelo estabelecimento.

De acordo com o Manual de Padrões para Iniciação do Pix, do Banco Central, tanto o dispositivo do pagador quanto o equipamento do recebedor precisam contar com NFC e estar fisicamente próximos. A comunicação também depende de conexão com a internet.

Na prática, o funcionamento é semelhante ao pagamento por aproximação já utilizado com cartões e carteiras digitais, mas a operação é realizada dentro da infraestrutura do Pix.

O consumidor deve informar que deseja pagar via Pix por aproximação, aproximar o celular da maquininha compatível e conferir os dados apresentados antes de confirmar a operação.

O fluxo pode variar conforme o banco ou a carteira digital utilizada, mas o Banco Central determina que os dados do pagamento, incluindo valor e recebedor, sejam apresentados para conferência antes da conclusão da transação.

Passo a passo

Para realizar um pagamento, o consumidor deve:

  1. Verificar se o celular possui NFC;
  2. Ter o Pix por aproximação habilitado pelo banco ou por uma carteira digital compatível;
  3. Informar ao estabelecimento que fará o pagamento via Pix;
  4. Aproximar o celular da maquininha compatível;
  5. Conferir o valor e os dados do recebedor;
  6. Realizar a autenticação solicitada;
  7. Confirmar o pagamento.

Os procedimentos de autenticação podem variar conforme a instituição financeira e o serviço utilizado.

É preciso ter NFC no celular

Sim. A tecnologia NFC é necessária para que o Pix por aproximação funcione.

O manual técnico do Banco Central estabelece que o dispositivo do pagador e o equipamento do recebedor tenham tecnologia NFC e estejam próximos durante a comunicação.

A modalidade também depende da oferta do serviço pelo banco, instituição de pagamento, carteira digital e estabelecimento comercial.

O Banco Central informou que o Pix por aproximação pode ser disponibilizado por meio do aplicativo da própria instituição financeira ou de carteiras digitais compatíveis. No caso das carteiras, a conta bancária precisa ser previamente vinculada ao serviço.

Carteiras digitais usam Open Finance

Quando o pagamento é realizado por uma carteira digital, a vinculação da conta bancária utiliza a infraestrutura do Open Finance.

O Banco Central explica que o usuário pode vincular sua conta a uma carteira digital para facilitar pagamentos com Pix, incluindo a modalidade por aproximação.

A atualização de outubro também busca aproximar as regras das operações realizadas por aproximação e das transações iniciadas pela Jornada Sem Redirecionamento do Open Finance. Segundo o Banco Central, as duas modalidades passam a seguir uma lógica semelhante de limites.

Limite maior não significa pagamento ilimitado

A retirada do teto de R$ 500 não significa que qualquer usuário poderá fazer pagamentos de valor elevado automaticamente.

Os limites definidos pela instituição financeira continuam valendo. Além disso, o cliente poderá solicitar alterações nos valores permitidos, conforme as ferramentas disponibilizadas pelo banco.

O Banco Central informou que os bancos devem disponibilizar mecanismos de gerenciamento dos limites nos aplicativos. O pedido de aumento de limite está sujeito aos procedimentos e critérios da instituição.

Por isso, um cliente que tenha limite disponível de R$ 1 mil poderá, por exemplo, utilizar o Pix por aproximação para uma compra acima de R$ 500, caso a instituição permita aquela operação. Já quem tiver um limite inferior continuará sujeito ao valor configurado.

Segurança continua valendo

A retirada do teto específico não elimina os mecanismos de segurança do Pix.

O Banco Central determina que as verificações de segurança aplicáveis às operações iniciadas por QR Code também sejam observadas no Pix por aproximação. O fluxo prevê a apresentação dos dados do pagamento e a confirmação pelo usuário antes da conclusão.

O relatório integrado do Banco Central referente a 2025 também registra o uso de biometria ou senha no celular como parte do processo de autenticação da modalidade.

Para o consumidor, permanece importante conferir o valor e o nome do recebedor antes de confirmar a operação.

Pix por aproximação está disponível desde 2025

O Pix por aproximação passou a fazer parte da expansão das funcionalidades do sistema criado pelo Banco Central.

A modalidade utiliza NFC e foi incorporada à regulamentação do Pix como uma forma de iniciação de pagamentos. O Banco Central também estabeleceu especificações técnicas para garantir a comunicação entre o dispositivo do pagador e o equipamento do recebedor.

Em 2025, o BC informou que a funcionalidade podia ser utilizada em celulares Android por meio de carteira digital ou aplicativo de instituição financeira. O relatório integrado daquele ano também apontava que a tecnologia dependia de NFC e conexão à internet.

O próprio Banco Central informou posteriormente que a modalidade estava disponível por meio dos principais credenciadores e poderia ser utilizada por usuários de celulares Android, por carteira digital ou pelo aplicativo do banco.

Pix movimenta trilhões de reais

A mudança ocorre em um sistema de pagamentos de grande utilização no país.

Segundo a Agência Brasil, com base em dados do Banco Central, o Pix movimentou mais de R$ 3,73 trilhões em agosto de 2026, em aproximadamente 8,11 bilhões de transações. No mesmo mês, o Pix por aproximação registrou cerca de 2 milhões de operações, correspondentes a 0,06% do total de transações do sistema.

Os dados mostram também uma evolução da modalidade: em janeiro de 2026, foram registradas aproximadamente 1,06 milhão de transações por aproximação, número que chegou a cerca de 2 milhões em agosto.

A retirada do teto específico de R$ 500 ocorre, portanto, enquanto o Banco Central ajusta a modalidade para aproximar suas regras das demais formas de iniciação do Pix.

A partir desta quinta-feira, o consumidor deixa de encontrar o limite regulatório específico de R$ 500 por transação, mas continua sujeito aos limites definidos para sua conta e aos mecanismos de segurança aplicados pela instituição financeira.

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