A sanção da Lei n.º 6.647 de 15 de dezembro de 2023 pelo governador Wilson Lima traz mudanças significativas para a pesca esportiva no Amazonas, com impactos positivos para o turismo sustentável e a preservação ambiental.
A nova legislação proíbe a pesca comercial de três subespécies de tucunaré — tucunaré-açu (Cichla temensis), tucunaré-vazoleri (Cichla vazoleri) e tucunaré-pinima (Cichla pinima) — em qualquer período do ano.
A lei reforça a prática do “pesque e solte” para pescadores esportivos, com o objetivo de preservar a espécie e repovoar os rios. Essa estratégia beneficia tanto o meio ambiente quanto o turismo, um importante motor econômico para as comunidades locais.
De acordo com Daniel Borges, secretário da Produção Rural (Sepror), a medida tem potencial para gerar recursos adicionais para os amazonenses, especialmente aqueles do interior, que muitas vezes conciliam a agricultura com a pesca esportiva durante as entressafras.
O defeso deste ano, que começou em 15 de novembro e se estende até 15 de março de 2025, amplia a proteção ao tucunaré em áreas específicas como o Rio Negro, Paraná da Eva e diversos lagos amazônicos. Essas ações visam garantir tempo para a reprodução e o crescimento saudável das populações de peixes.
Além disso, a criação do Fundo Estadual de Incentivo à Pesca Esportiva (Feipe) busca fortalecer a gestão da pesca esportiva e promover o turismo de forma sustentável, assegurando que as restrições à pesca comercial tragam benefícios reais para as comunidades locais.
A pesca esportiva no Amazonas não é apenas uma fonte de lazer, mas também uma matriz econômica crescente, gerando emprego e renda para muitas famílias que atuam como guias, gestores de pousadas ou operadores turísticos.
A força do tucunaré e a experiência única de sua captura tornam a pesca esportiva uma atividade cada vez mais popular e valorizada, atraindo visitantes do Brasil e do mundo.