OMS descarta surto maior de hantavírus em cruzeiro

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (12) que, até o momento, não há indícios de um surto maior de hantavírus após a identificação de casos da doença entre passageiros e tripulantes do navio de cruzeiro MV Hondius, que navegava pelo Oceano Atlântico.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, foram registrados 11 casos da infecção, incluindo três mortes. A avaliação da entidade é de que a situação está sob monitoramento, mas sem evidências de disseminação em larga escala.

OMS acompanha evolução dos casos

Durante coletiva de imprensa, Tedros afirmou que a organização segue acompanhando o cenário internacional e que novos registros ainda podem ocorrer devido ao longo período de incubação do vírus.

“Neste momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior. Mas a situação pode mudar”, disse.

Dos 11 casos notificados, nove foram confirmados como infecção pela cepa Andes do hantavírus, enquanto outros dois permanecem como casos prováveis.

Leia também: Hantavírus: OMS suspeita de rara transmissão entre humanos em navio

O que é o hantavírus

O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados. Em alguns casos, como os relacionados à cepa Andes, pode haver transmissão entre pessoas.

A infecção pode causar febre, dores musculares, dificuldade respiratória e, em quadros graves, síndrome cardiopulmonar, com alto risco de morte.

Casos ocorreram no navio MV Hondius

Todos os pacientes confirmados ou suspeitos estavam entre passageiros ou tripulantes do MV Hondius, navio de expedição que realizava viagem pelo Oceano Atlântico.

Segundo a OMS, não houve novos óbitos desde 2 de maio, data em que o surto foi comunicado oficialmente à organização.

Os pacientes foram isolados e permanecem sob supervisão médica, medida considerada essencial para reduzir o risco de transmissão.

Passageiros repatriados estão sendo monitorados

Após o desembarque, os passageiros retornaram a diferentes países, que passaram a ser responsáveis pelo acompanhamento de saúde de cada pessoa exposta.

A recomendação da OMS é que todos os ocupantes do cruzeiro sejam monitorados por 42 dias após a última exposição ao vírus, ocorrida em 10 de maio. O período de observação deve se estender até 21 de junho.

Pessoas que apresentarem sintomas nesse intervalo devem ser isoladas imediatamente e receber atendimento médico.

Cepa Andes preocupa especialistas

A cepa Andes do hantavírus é considerada uma das mais relevantes do ponto de vista epidemiológico por sua capacidade de transmissão entre humanos, característica incomum entre os hantavírus.

Apesar disso, a OMS destaca que o número de casos segue limitado e não há, até agora, sinais de propagação comunitária.

Impacto para a população

O posicionamento da OMS reduz o risco de alarme internacional, mas reforça a necessidade de vigilância sanitária.

Para passageiros e países envolvidos, o monitoramento permite identificar rapidamente eventuais novos casos e adotar medidas de contenção.

Para o público em geral, o episódio demonstra a importância dos protocolos de isolamento e da cooperação internacional em situações de doenças infecciosas.

OMS continuará acompanhando o caso

Tedros informou que a organização permanecerá em contato com especialistas e autoridades de saúde dos países que receberam os passageiros.

“Nosso trabalho não terminou. A OMS continuará trabalhando em estreita colaboração com especialistas em todos os países afetados”, afirmou.

A expectativa é que as próximas semanas confirmem se o número de casos permanecerá restrito ao grupo inicialmente exposto no cruzeiro.

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