Michelle Andrews leva trajetória na cultura à disputa pela ALEAM

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A candidata do PT à Assembleia Legislativa do Amazonas, Michelle Andrews, chega à reta final da campanha apresentando como principais marcas de sua trajetória a atuação na cultura, nos movimentos sociais, na defesa dos direitos humanos e na articulação comunitária. A candidatura busca transformar uma rede construída desde 2018 em apoio eleitoral para a disputa por uma cadeira na ALEAM.

Produtora cultural e ativista, Michelle afirma que sua base política foi formada ao longo dos últimos anos a partir da relação com artistas, produtores culturais, mulheres, juventudes, movimento negro, trabalhadores da cultura, coletivos periféricos, Pontos de Cultura e lideranças comunitárias.

“Minha candidatura não está sendo construída de última hora. Ela é resultado de uma caminhada de anos e chega à eleição com uma base social que já existia antes da campanha”, afirma.

Trajetória eleitoral começou em 2018

A atuação eleitoral de Michelle começou a ganhar projeção em 2018, quando disputou uma vaga de deputada federal. Em 2020, concorreu à Câmara Municipal de Manaus por meio de uma candidatura coletiva.

Em 2022, disputou uma cadeira na Assembleia Legislativa do Amazonas e obteve 11.472 votos. Dois anos depois, em 2024, voltou às urnas para concorrer ao cargo de vereadora de Manaus pelo PCdoB, com o projeto Manaus em Movimento.

A candidata utiliza esse histórico para apresentar sua atual candidatura como continuidade de uma atuação que, segundo ela, não ficou restrita aos períodos eleitorais.

“Eu já tinha disputado uma eleição estadual e alcançado 11.472 votos em 2022. Agora retorno para a disputa com uma experiência maior, uma rede política mais ampla e uma atuação que continuou acontecendo nos territórios”, afirma.

Cultura como eixo de atuação

Antes e durante as disputas eleitorais, Michelle construiu parte de sua trajetória no setor cultural. Entre as iniciativas associadas à sua atuação está o Coletivo Difusão, responsável pela realização do Festival Até o Tucupi.

Segundo dados apresentados pela candidata, o festival alcançou aproximadamente 57 mil pessoas, promoveu a capacitação de 2,5 mil participantes e realizou cerca de 50 shows e interferências gratuitas ao longo de 15 anos.

A experiência também contribuiu para a criação da Casa Coletiva, espaço cultural e comunitário localizado na zona Norte de Manaus. A iniciativa reúne atividades relacionadas à formação, audiovisual, comunicação, literatura, cultura negra, direitos humanos e articulação comunitária.

De acordo com Michelle, a rede construída a partir dessas experiências reúne atualmente dezenas de coletivos e centenas de lideranças e trabalhadores ligados às iniciativas desenvolvidas nos territórios.

Experiência no poder público

Outro momento da trajetória foi a atuação institucional no Ministério da Cultura. Michelle se tornou a primeira chefe do Escritório Estadual do Ministério da Cultura no Amazonas, função que ampliou sua participação na implementação e articulação de políticas culturais no Estado.

A experiência no poder público passou a integrar o discurso político da candidata, principalmente na defesa da descentralização dos recursos e da ampliação do acesso às políticas públicas para municípios, periferias e comunidades.

“O Amazonas não termina em Manaus. Precisamos fazer os recursos chegarem aos municípios, às periferias e às comunidades”, destaca.

A proposta apresentada por Michelle parte da avaliação de que a política pública precisa alcançar diferentes regiões do Estado e não ficar concentrada na capital.

Mulheres, juventude e combate ao racismo

Na campanha para a ALEAM, Michelle afirma que entre as principais demandas identificadas durante sua atuação nos territórios estão trabalho e renda, acesso às políticas públicas e representação política.

O discurso da candidatura também coloca entre as prioridades o combate ao racismo, os direitos das mulheres, a ampliação de oportunidades para a juventude, a economia criativa, a cultura e a presença de mulheres negras nos espaços de decisão.

A candidata busca associar essas pautas à experiência acumulada em projetos culturais, movimentos sociais e iniciativas comunitárias.

Rede construída nos territórios

Na reta final da campanha, Michelle apresenta a rede formada ao longo dos últimos anos como um dos elementos centrais de sua candidatura.

Segundo ela, a articulação reúne pessoas que já participavam de iniciativas culturais e comunitárias antes do período eleitoral. A estratégia da candidatura é ampliar essa mobilização e convertê-la em apoio para a disputa por uma cadeira no Legislativo estadual.

O histórico eleitoral, a atuação cultural e a passagem pelo poder público são apresentados pela candidata como partes de uma mesma trajetória política, iniciada antes da atual campanha.

Com a eleição se aproximando, Michelle concentra a campanha na apresentação de suas propostas e na mobilização da rede formada por artistas, movimentos sociais, mulheres, juventudes, comunidades periféricas e trabalhadores da cultura.

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