Michelle Andrews apresenta trajetória na cultura e disputa vaga na ALEAM

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Candidata a deputada estadual pelo PT, Michelle Andrews chega à reta final das eleições de 2026 apresentando uma trajetória construída ao longo de anos de atuação na cultura, em movimentos sociais e em iniciativas comunitárias no Amazonas. A candidatura tem entre suas principais pautas a cultura, os direitos humanos, a igualdade racial, os direitos das mulheres e a participação popular.

Segundo Michelle, a rede construída ao longo de sua atuação reúne artistas, produtores culturais, mulheres, juventudes, integrantes do movimento negro, trabalhadores da cultura, coletivos periféricos, Pontos de Cultura e lideranças comunitárias.

“Minha candidatura não está sendo construída de última hora. Ela é resultado de uma caminhada de anos e chega à eleição com uma base social que já existia antes da campanha”, afirma.

Trajetória eleitoral começou em 2018

Michelle iniciou sua trajetória eleitoral em 2018, quando disputou uma vaga de deputada federal. Em 2020, participou de uma candidatura coletiva à Câmara Municipal de Manaus.

Em 2022, concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas e obteve 11.472 votos, segundo o histórico apresentado pela candidata. Em 2024, voltou a disputar uma cadeira de vereadora de Manaus pelo PCdoB, com o projeto Manaus em Movimento.

A experiência acumulada nas disputas eleitorais passou a integrar a construção política apresentada por Michelle para a eleição deste ano.

Atuação cultural reúne festivais e formação

Antes e durante sua trajetória política, Michelle Andrews esteve ligada a iniciativas do setor cultural. Entre elas está o Coletivo Difusão, responsável pela realização do Festival Até o Tucupi.

Dados históricos do próprio coletivo registram que o festival, criado em 2007, alcançou cerca de 57 mil pessoas em sua primeira década e promoveu atividades de formação e apresentações artísticas. Outra publicação sobre a trajetória do festival registra mais de 58 mil participantes ao longo de 15 anos, além de atividades de formação e apresentações artísticas.

A atuação também inclui a Casa Coletiva, apresentada por Michelle como um espaço voltado à formação, produção audiovisual, comunicação, literatura, cultura negra, direitos humanos e articulação comunitária na Zona Norte de Manaus.

De acordo com a candidata, a experiência nesses projetos contribuiu para a formação de uma rede envolvendo coletivos, lideranças comunitárias e trabalhadores da cultura.

Experiência no Ministério da Cultura

Michelle também atuou no Ministério da Cultura (MinC) no Amazonas. Em 2023 e 2024, registros institucionais do Governo do Amazonas a identificam como coordenadora do escritório do Ministério da Cultura no Estado.

A atuação dos escritórios estaduais do MinC inclui a implementação e o acompanhamento de políticas culturais, o atendimento a proponentes de projetos e a articulação entre o Ministério, gestores públicos e agentes culturais nos estados.

Durante sua passagem pelo órgão, Michelle participou de atividades relacionadas à articulação das políticas culturais federais no Amazonas. Em uma oficina voltada a produtores culturais, ela destacou a atuação do escritório na aproximação entre os editais do Ministério e os trabalhadores do setor no Estado.

A experiência institucional é apresentada pela candidata como parte da trajetória que pretende levar para a Assembleia Legislativa.

“O Amazonas não termina em Manaus. Precisamos fazer os recursos chegarem aos municípios, às periferias e às comunidades”, destaca.

Propostas incluem cultura, igualdade racial e juventude

Entre as pautas defendidas por Michelle estão a descentralização das políticas públicas, o fortalecimento da cultura, a ampliação da participação de mulheres negras nos espaços de decisão, o combate ao racismo e a criação de oportunidades para a juventude.

A candidata também relaciona essas propostas a demandas que afirma ter identificado durante sua atuação nos territórios, como trabalho e renda, acesso a políticas públicas e representação política.

Na área cultural, a proposta apresentada é ampliar a participação de municípios, comunidades e coletivos na formulação e no acesso às políticas públicas. A candidata também defende maior articulação entre cultura, economia criativa e desenvolvimento local.

Candidata retoma resultado obtido em 2022

Ao apresentar sua trajetória na atual campanha, Michelle também destaca o resultado obtido na disputa para a Assembleia Legislativa em 2022, quando recebeu 11.472 votos.

“Eu já tinha disputado uma eleição estadual e alcançado 11.472 votos em 2022. Agora retorno para a disputa com uma experiência maior, uma rede política mais ampla e uma atuação que continuou acontecendo nos territórios”, afirma.

A candidata sustenta que a experiência acumulada desde 2018 e a continuidade de sua atuação cultural e comunitária formam a base de sua campanha para uma nova disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Amazonas.

Nesta reta final das eleições, Michelle concentra sua apresentação eleitoral em temas como cultura, direitos humanos, igualdade racial, políticas para mulheres e juventudes, economia criativa e participação social.

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