A Polícia Federal (PF) efetuou a prisão de Mário Sérgio Leiras, ex-presidente da Empresa de Desenvolvimento Urbano de Porto Velho (Emdur), na última sexta-feira (24). O mandado de captura decorre de uma condenação definitiva por envolvimento em um vasto esquema de malversação de fundos públicos que, segundo o balanço final das autoridades, subtraiu cerca de R$ 27 milhões dos cofres municipais de Rondônia. A ordem de detenção foi expedida pela Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas (Vepema) do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ/RO), sendo determinada a aplicação do regime aberto para o ex-gestor. Leiras foi localizado na capital rondoniense e conduzido à Superintendência Regional da PF, onde foram cumpridas todas as formalidades legais pertinentes à sua situação penal.
Segundo as apurações, o vultoso montante desviado estava originalmente destinado a projetos vitais de infraestrutura e desenvolvimento urbano na cidade. O engenhoso *modus operandi* do grupo consistia na utilização estratégica de contratos de obras superfaturados e na criação de uma rede de empresas de fachada, garantindo o escoamento ilícito dos recursos públicos por meio de licitações fraudulentas. O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) identificou Mário Sérgio Leiras como o mentor e principal articulador da fraude, utilizando sua posição hierárquica na Emdur para exercer forte pressão sobre subordinados e comandar a execução metódica dos atos criminosos que lesaram o erário.
O complexo caso de corrupção foi desvendado em uma operação deflagrada pelo MP-RO em 2013, que contou com o suporte estratégico das Polícias Civil e Militar. Os primeiros sinais de irregularidade surgiram em julho de 2012, quando a administração da Emdur notou o inexplicável sumiço de aproximadamente uma centena de processos licitatórios cruciais da sede da empresa. Após a apreensão de documentos e a realização de uma perícia minuciosa, os investigadores descobriram que as fraudes ocorriam desde a entrega dos editais de concorrência. Servidores da própria Emdur se passavam por representantes legais de empresas que supostamente concorreriam aos projetos, manipulando assim todo o processo seletivo e garantindo que os recursos fossem direcionados para o esquema criminoso. Essas provas foram fundamentais para a condenação que resultou na recente captura do ex-presidente.
Fonte: g1 > Rondônia







