MEC pede investigação de ameaças a universidades nas redes sociais

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O Ministério da Educação (MEC) vai acionar a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal (PF) para investigar ameaças feitas contra universidades federais nas redes sociais e em aplicativos de mensagens. A medida foi anunciada pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, em entrevista à Agência Brasil, publicada na quinta-feira (8 de outubro de 2026), após denúncias envolvendo instituições federais de ensino.

Segundo o ministro, a pasta está preocupada com a possibilidade de agravamento dos episódios de violência. As ameaças foram relatadas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Os casos incluem mensagens sobre incêndios e agressões a estudantes durante atos políticos.

Polícia Federal investigará ameaças virtuais

Leonardo Barchini afirmou que o MEC solicitará uma investigação específica das ameaças identificadas no ambiente digital. A Polícia Federal já havia instaurado um inquérito para apurar as causas do incêndio de grandes proporções ocorrido em um prédio da UFPE, em Pernambuco.

Em entrevista à Agência Brasil, o ministro explicou que a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da PF atua em conjunto com o MEC em ocorrências envolvendo ameaças a instituições de ensino.

“Nós acionamos a Polícia Federal, que já instaurou inquérito sobre o incêndio em Pernambuco. Mas, após as ameaças verificadas nas redes sociais, nós vamos acionar agora a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal”, afirmou Barchini.

O ministro também destacou a preocupação com a possibilidade de escalada da violência. Segundo ele, o governo acompanha informações obtidas por meio do monitoramento de redes sociais e de relatos encaminhados por estudantes, reitores e professores.

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UFPE sofreu incêndio com prejuízo estimado em R$ 100 milhões

O anúncio ocorreu após a visita de Leonardo Barchini à Universidade Federal de Pernambuco, que sofreu um incêndio de grandes proporções em um de seus prédios. O reitor da instituição estimou os prejuízos em aproximadamente R$ 100 milhões, segundo informações publicadas pela Agência Brasil.

A Polícia Federal foi acionada para investigar as causas do incêndio. A apuração sobre as ameaças virtuais será tratada de forma específica, conforme o anúncio do ministro.

Até o momento, as informações fornecidas pela Agência Brasil não estabelecem relação comprovada entre as ameaças divulgadas nas redes sociais e o incêndio na universidade. A existência de mensagens ameaçadoras, por si só, não comprova que seus autores tenham participação no episódio.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do incêndio e apurar separadamente a origem e o conteúdo das ameaças.

Universidade Federal Fluminense também recebeu ameaças

Na quinta-feira (8), a Universidade Federal Fluminense informou ter recebido denúncias sobre conteúdos ameaçadores compartilhados em aplicativos de mensagens e redes sociais.

De acordo com a nota da instituição citada pela Agência Brasil, as mensagens mencionavam a possibilidade de incendiar a universidade e agredir estudantes durante atos políticos. A UFF também acionou a Polícia Federal.

O episódio ampliou a preocupação das autoridades educacionais com a segurança das comunidades acadêmicas. As ameaças relatadas envolvem não apenas o patrimônio das instituições, mas também a integridade física de estudantes e demais integrantes das universidades.

O material divulgado não informa quantas mensagens foram identificadas, quantas pessoas estariam envolvidas ou se algum suspeito havia sido identificado até a publicação da notícia.

MEC destaca papel das universidades como espaços plurais

Ao comentar os episódios, Leonardo Barchini ressaltou que as universidades devem preservar o direito à manifestação política e à diversidade de opiniões.

“A universidade é um ambiente plural, um ambiente de manifestação política também”, declarou o ministro à Agência Brasil.

A fala foi apresentada no contexto das ameaças relatadas pelas instituições. O MEC informou que pretende recorrer à estrutura especializada da Polícia Federal para tratar ocorrências desse tipo, com base nos relatos recebidos e nas informações identificadas durante o monitoramento de redes sociais.

A investigação deverá apurar a autoria, a origem e as circunstâncias das mensagens, além de avaliar possíveis responsabilidades criminais.

Investigação deverá esclarecer autoria e circunstâncias

Com o acionamento da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos, o MEC busca encaminhar as ameaças virtuais para análise especializada da Polícia Federal. A corporação já conduz a investigação sobre o incêndio na UFPE e também foi acionada pela UFF após as denúncias recebidas pela instituição.

Até a publicação das informações da Agência Brasil, não havia confirmação no material consultado sobre a identificação dos autores das ameaças ou sobre prisões relacionadas aos casos.

O andamento das investigações deverá esclarecer a extensão dos episódios e as medidas necessárias para proteger estudantes, professores, servidores e o patrimônio das universidades federais.

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