A Prefeitura de Manaus iniciou a oferta gratuita do implante contraceptivo hormonal conhecido como Implanon em nove unidades da rede municipal de saúde. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) distribuiu mais de sete mil unidades do método, após capacitar médicos para realizar a inserção do dispositivo. Dessa forma, a capital passa a ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo no Sistema Único de Saúde (SUS).
Inicialmente, o atendimento será direcionado a adolescentes a partir de 14 anos e mulheres em situação de vulnerabilidade social. Além disso, a primeira remessa atenderá públicos prioritários, como pessoas em situação de rua, indígenas, migrantes, mulheres vivendo com HIV em uso do medicamento Dolutegravir e homens trans. Segundo a enfermeira Lúcia Freitas, chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, a estratégia busca garantir maior proteção a grupos mais expostos à gravidez não planejada.
O Implanon é um implante subdérmico que libera etonogestrel e pode atuar no organismo por até três anos. Conforme o Ministério da Saúde, o método apresenta alta eficácia na prevenção da gravidez. No entanto, o médico deverá avaliar cada paciente antes da inserção. Existem contraindicações absolutas, como em casos de câncer de mama, outras neoplasias sensíveis a hormônios e gestação. Já as contraindicações relativas incluem lúpus, hipersensibilidade ao princípio ativo e sangramento genital irregular, que exigem avaliação clínica detalhada.
Com a ampliação do serviço, a expectativa do SUS é reduzir a mortalidade materna, fetal e infantil, principalmente em casos de gravidez não intencional. Atualmente, o implante está disponível em unidades localizadas nas zonas Sul, Oeste, Leste, Norte e Rural da cidade. Para receber o método, a usuária precisa passar por consulta médica, e adolescentes devem estar acompanhadas por um responsável. Por fim, a Semsa prevê nova capacitação de profissionais em março, o que permitirá ampliar o atendimento a um público ainda maior.







