O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (7) que a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada na Casa Branca, foi “muito boa” e teve como foco principal questões comerciais e tarifas entre os dois países. O encontro ocorreu em Washington e durou cerca de três horas.
Após a reunião bilateral e um almoço entre as delegações, Trump publicou nas redes sociais que os dois líderes discutiram “muitos tópicos”, principalmente relacionados às tarifas aplicadas sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.
“A reunião correu muito bem. Nossos representantes devem se reunir para discutir alguns elementos-chave”, escreveu Trump, ao classificar Lula como um “presidente dinâmico”.
Reunião termina sem declaração conjunta
A agenda previa inicialmente uma aparição conjunta de Lula e Trump diante da imprensa na Casa Branca. No entanto, o compromisso foi cancelado e o presidente brasileiro seguiu para a embaixada do Brasil em Washington, onde deve conceder entrevista posteriormente.
O encontro entre os dois chefes de Estado ocorre em meio a negociações comerciais e tensões tarifárias iniciadas em 2025, quando o governo norte-americano adotou medidas protecionistas sobre produtos brasileiros.
Tarifas sobre produtos brasileiros
No ano passado, o governo Trump impôs tarifas de até 50% sobre exportações brasileiras, atingindo setores estratégicos como aço, alumínio, carne bovina e café. As medidas foram justificadas pela Casa Branca como resposta a práticas consideradas desleais e a questões políticas envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Posteriormente, parte das tarifas foi retirada pelo governo norte-americano, especialmente sobre alimentos, em meio à pressão interna para conter a alta de preços nos Estados Unidos.
Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte dos EUA derrubou parte das tarifas impostas com base em uma lei de emergência nacional. Apesar disso, produtos brasileiros continuam sujeitos a uma tarifa adicional de 10%, válida até julho.
Investigação comercial preocupa governo brasileiro
Nas últimas semanas, o governo brasileiro passou a acompanhar uma possível ampliação das restrições comerciais após indícios de abertura de medidas ligadas à chamada Seção 301 da legislação comercial norte-americana.
O mecanismo é utilizado pelos Estados Unidos para investigar práticas consideradas desleais no comércio internacional e pode resultar em novas tarifas ou sanções econômicas.
A reunião entre Lula e Trump buscou avançar nas negociações diplomáticas e reduzir as tensões comerciais entre os dois países, que mantêm uma das maiores relações econômicas do continente.




