Lula e Trump discutem comércio e segurança nos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira (7), após reunião seguida de almoço com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro durou cerca de três horas e abordou temas como comércio bilateral, tarifas, combate ao crime organizado e cooperação internacional.

A reunião contou com a participação de ministros brasileiros e integrantes do governo norte-americano. Inicialmente, estava prevista uma declaração conjunta no Salão Oval, mas a agenda foi alterada e Lula deve falar à imprensa na embaixada brasileira em Washington ainda nesta tarde.

Trump cita comércio e tarifas

Após o encontro, Trump publicou nas redes sociais que a conversa com Lula tratou de “muitos tópicos”, incluindo relações comerciais e tarifas aplicadas entre os dois países.

“A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave”, escreveu o presidente norte-americano, que também classificou Lula como “muito dinâmico”.

O encontro foi negociado previamente pelas equipes diplomáticas dos dois governos e ocorre em meio às tensões comerciais registradas desde 2025 entre Brasil e Estados Unidos.

Cooperação em segurança pública

Entre os assuntos discutidos estiveram ações conjuntas de combate ao tráfico internacional de armas e drogas. Em abril deste ano, os dois países anunciaram um acordo de cooperação para compartilhamento de informações sobre apreensões realizadas em aduanas brasileiras e norte-americanas.

A parceria prevê troca de dados para identificação de rotas, padrões de atuação criminosa e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.

Participaram da comitiva brasileira os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores; Wellington César, da Justiça e Segurança Pública; Dario Durigan, da Fazenda; Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Alexandre Silveira, de Minas e Energia; além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Tensões comerciais entre Brasil e EUA

As relações comerciais entre os dois países enfrentam instabilidade desde o retorno de Trump à presidência norte-americana. Em 2025, os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre aço e alumínio importados, afetando diretamente o Brasil, um dos principais exportadores desses produtos para o mercado norte-americano.

Em abril deste ano, novas tarifas foram aplicadas a produtos brasileiros sob alegação de falta de reciprocidade comercial. O governo brasileiro respondeu com negociações diplomáticas e acionamento da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Nos últimos meses, houve redução parcial das medidas tarifárias pelos Estados Unidos, com adoção de uma tarifa global temporária de aproximadamente 10% para parte dos produtos. No entanto, setores como aço e alumínio continuam sujeitos a taxas elevadas.

Agenda internacional

O encontro entre Lula e Trump ocorre em um contexto de discussões globais sobre comércio internacional, minerais críticos e alinhamentos geopolíticos. A reunião também reforça a tentativa dos dois países de manter diálogo diplomático diante das divergências comerciais registradas nos últimos meses.

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