A partir de janeiro de 2026, quem recebe até R$ 5.000 por mês não vai mais precisar pagar Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A mudança foi aprovada pelo Congresso Nacional e cumpre uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende a atualização da tabela do imposto como forma de garantir mais justiça tributária e renda disponível para os trabalhadores.
O que exatamente muda?
A nova regra atualiza a faixa de isenção do IR, que estava defasada havia mais de oito anos. Até então, só quem recebia até R$ 2.640 mensais estava livre do imposto. Com a nova lei, todas as pessoas físicas com rendimentos de até R$ 5.000 ficarão totalmente isentas.
Já quem recebe entre R$ 5.000 e R$ 7.350 terá desconto parcial e progressivo, o que significa que pagará menos imposto proporcionalmente à renda.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida deve beneficiar entre 15 e 25 milhões de brasileiros, especialmente trabalhadores assalariados e servidores públicos de baixa e média renda.
Por que isso é importante?
A ampliação da isenção foi uma reivindicação histórica dos sindicatos e centrais de trabalhadores, que argumentavam que a defasagem da tabela penalizava os salários menores. A cada ano sem atualização, milhões de pessoas que não deveriam pagar imposto passaram a ser tributadas.
Segundo o governo, a atualização representa um alívio direto no orçamento das famílias e deve estimular o consumo e o crescimento econômico, uma vez que o dinheiro que deixará de ser pago ao fisco tende a circular na economia local.
Como o governo vai compensar a renúncia fiscal?
A isenção até R$ 5 mil terá impacto fiscal estimado em cerca de R$ 30 bilhões ao ano. Para compensar a perda de arrecadação, o governo planeja aumentar a tributação sobre rendas muito altas — como lucros e dividendos de grandes empresas — e fortalecer o combate à sonegação.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o objetivo é “fazer os ricos pagarem mais e os pobres pagarem menos”, aproximando o Brasil de modelos tributários de países desenvolvidos.
Expectativas e impactos
Com a nova regra, o governo espera melhorar a distribuição de renda, aumentar o poder de compra dos trabalhadores e estimular o consumo interno. Economistas avaliam que o impacto poderá ser positivo no curto prazo, especialmente no comércio e nos serviços, setores que dependem diretamente da renda das famílias.
Em resumo, a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil marca um avanço histórico na política tributária brasileira, atendendo a uma demanda antiga das organizações sindicais e promovendo mais dinheiro no bolso dos trabalhadores e trabalhadoras.






