Greve de ônibus em Manaus é cancelada antes da paralisação

greve

A greve de ônibus em Manaus, que previa a retirada de 70% da frota de circulação a partir das 10h desta quinta-feira (20), foi cancelada após a confirmação do pagamento dos salários dos rodoviários.

A paralisação havia sido anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus e Região Metropolitana (STTRM) depois de a categoria relatar que o pagamento previsto para esta quinta-feira não havia sido realizado pelas empresas. Pela manhã, o sindicato confirmou que o movimento não seria mais realizado e que os ônibus seguiriam circulando na capital.

A ameaça de paralisação mobilizou trabalhadores, empresas e autoridades durante a manhã. O movimento poderia reduzir a circulação para aproximadamente 30% da frota, caso os 70% previstos fossem retirados das ruas.

Paralisação estava prevista para começar às 10h

O anúncio inicial foi feito na quarta-feira (19) pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira. Segundo informações divulgadas pela categoria, motoristas e cobradores poderiam interromper as atividades caso o pagamento da segunda parcela salarial não fosse realizado.

A previsão divulgada pelo sindicato era de paralisação de 70% da frota, deixando aproximadamente 30% dos ônibus em circulação. Algumas publicações chegaram a informar que o movimento poderia começar às 11h, mas a previsão posteriormente confirmada pela imprensa foi de início às 10h.

A divergência no horário foi registrada nas informações divulgadas antes da confirmação do cancelamento. Por isso, para fins de serviço, o horário de 10h era o mais recente informado quando a paralisação ainda estava prevista.

Pagamento dos salários encerrou ameaça de greve

A greve foi cancelada depois que representantes dos trabalhadores receberam a confirmação de que os salários seriam pagos.

Com o acordo, os passageiros não precisam considerar, neste momento, a redução de 70% da frota que havia sido anunciada para esta quinta-feira.

Entenda o motivo da ameaça

A paralisação foi anunciada em razão de um impasse relacionado ao pagamento dos trabalhadores do sistema de transporte coletivo.

Segundo o sindicato, o pagamento previsto para o dia 20 não havia sido confirmado pelas empresas. A categoria afirmou que o atraso poderia provocar uma nova paralisação, repetindo o cenário registrado em julho.

A situação ocorre pouco menos de um mês depois de uma greve que afetou o transporte coletivo de Manaus. Em julho, os trabalhadores chegaram a interromper a circulação dos ônibus e posteriormente retomaram as atividades após a confirmação de pagamentos.

Na ocasião, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) determinou percentuais mínimos de circulação durante a paralisação. A decisão estabeleceu que 80% da frota deveria permanecer nas ruas nos horários de pico e 50% nos demais períodos, além de prever multa de R$ 120 mil por hora em caso de descumprimento.

Histórico recente envolve atrasos salariais

O problema do pagamento dos trabalhadores já havia provocado paralisações anteriores em Manaus.

Em julho de 2026, o transporte coletivo foi afetado por uma greve iniciada no dia 20. O movimento terminou no dia 22, após a confirmação de recursos para o sistema e o pagamento dos trabalhadores.

O episódio levou o TRT-11 a intervir para garantir uma parcela mínima da operação. O tribunal registrou que a decisão buscava assegurar o transporte da população durante o conflito entre trabalhadores e empresas.

A questão também já havia provocado mobilizações em outros momentos. Em maio de 2026, por exemplo, o TRT-11 determinou que 80% da frota permanecesse em circulação nos horários de pico e 50% nos demais horários durante uma greve.

O que muda para os passageiros

Com o cancelamento da paralisação desta quinta-feira, a expectativa é de manutenção da operação regular do transporte coletivo em Manaus.

Isso significa que os passageiros que dependem dos ônibus para chegar ao trabalho, escolas, universidades, unidades de saúde e outros compromissos não precisam se preparar para a redução de 70% da frota anunciada anteriormente.

A confirmação do pagamento também evita, neste momento, uma nova interrupção do serviço público de transporte na capital.

Apesar do cancelamento, o episódio mantém em evidência a relação entre o pagamento dos trabalhadores e a continuidade da operação do sistema de transporte coletivo.

Justiça já estabeleceu regras para paralisações

O histórico recente de greves em Manaus também envolve decisões da Justiça do Trabalho sobre o percentual mínimo de ônibus que deve permanecer nas ruas.

Em julho, o TRT-11 declarou abusiva uma paralisação e determinou a retomada do transporte coletivo. Na decisão, o tribunal estabeleceu circulação mínima de 80% nos horários de pico, das 6h às 9h e das 17h às 20h, e de 50% nos demais horários.

A determinação foi tomada em um Dissídio Coletivo de Greve apresentado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).

A decisão também estabeleceu multa de R$ 120 mil por hora de paralisação em caso de descumprimento da ordem judicial.

Essas regras são importantes para a população porque o transporte coletivo é considerado serviço essencial e as decisões judiciais podem determinar níveis mínimos de operação durante movimentos grevistas.

Situação do transporte nesta quinta-feira

A paralisação anunciada para esta quinta-feira (20) não foi realizada após a confirmação do pagamento dos trabalhadores.

As informações mais recentes divulgadas na manhã desta quinta-feira indicam que os ônibus continuam circulando normalmente em Manaus. A previsão inicial de retirada de 70% da frota, portanto, foi suspensa.

O episódio reforça a importância de acompanhar as informações oficiais do Sindicato dos Rodoviários, das empresas responsáveis pelo transporte coletivo e dos órgãos públicos de mobilidade antes de sair de casa.

Até o momento da publicação desta matéria, não havia confirmação de uma nova paralisação para os próximos dias. Caso surja outro impasse relacionado ao pagamento dos trabalhadores, a categoria poderá voltar a se manifestar, mas qualquer nova mobilização deverá ser tratada como uma ocorrência diferente da greve cancelada nesta quinta-feira.

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