Festa de Beiradão reúne Lico Magalhães e Roberto Rios neste sábado

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A Festa de Beiradão – Música que Vem da Nossa Terra reúne neste sábado (26) artistas da música amazonense em uma programação dedicada ao gênero que nasceu nas comunidades ribeirinhas e ganhou espaço na cena cultural de Manaus. O evento começa às 17h, no estacionamento do Mirante Lúcia Almeida, com Lico Magalhães e Banda Festeira como anfitriões e participação de Roberto Rios, o “Pop do Beiradão”.

Além de Roberto Rios, a programação terá shows de Nunes Filho, Billy Marcelo, Sandrinha Pingo de Ouro, Adrianinho Star, Jonaci do Sax, Hadail Mesquita, Ivan da Guitarra, Nayan Ferraz e Valério do Sax.

A festa reúne diferentes artistas em torno de uma manifestação que mantém ligação com a cultura ribeirinha, mas que passou a ocupar novos espaços e alcançar diferentes públicos no Amazonas.

Roberto Rios destaca crescimento do Beiradão

Entre os nomes da programação, Roberto Rios leva para o palco uma trajetória diretamente ligada ao Beiradão. Cantor e compositor, ele é conhecido como “Pop do Beiradão” e atua há décadas na música e na defesa da valorização do gênero.

Rios é presidente do Instituto Beiradão, Sócio Cultural e Ambiental do Amazonas e afirma que o crescimento da manifestação pode ser percebido na produção de novos artistas, nas regravações e no surgimento de novas composições.

“Para mim, falar de Beiradão é muito fácil, porque o Beiradão é a música que mais cresce no Amazonas. Todos os dias a gente vê as bandas regravando, gravando suas músicas autoral. Então, isso é Beiradão”, afirma.

A trajetória do artista acompanha diferentes momentos do gênero. Roberto Rios atua há cerca de quatro décadas como músico e produtor e tem entre as músicas associadas ao seu trabalho títulos como “Telézelé?!” e “Perfume da Bôta”.

O Beiradão ganhou força nas festas de comunidades ribeirinhas e, posteriormente, passou a ocupar espaços na cena musical de Manaus. Sua sonoridade reúne influências de ritmos como lambada, cúmbia, merengue, salsa e forró.

Para Rios, a mudança também está na forma como o gênero passou a circular pela cidade.

“Antes era só beira de rio, né? E agora o Beiradão passou a ser Beiradão da cidade, Beiradão que todo mundo possa conhecer, ouvir, dançar o Beiradão”, diz.

Leia também: 1° Beiradão nos Bairros celebra cultura amazonense em Manaus

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Festa de Beiradão reúne Lico Magalhães, Roberto Rios e Banda Festeira neste sábado, em Manaus, em celebração à música amazonense. Foto: Divulgação

Beiradão é reconhecido como patrimônio cultural

A expansão do gênero também veio acompanhada pelo reconhecimento institucional. Desde 2023, o Beiradão é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Amazonas, conforme a Lei Estadual nº 6.448.

Para Roberto Rios, o reconhecimento representa uma conquista para quem trabalha com a preservação e a divulgação dessa manifestação cultural.

“Isso é um orgulho para nós, que trabalhamos com a cultura do Beiradão, porque a gente vê que o Beiradão está cada vez mais se espalhando aqui em todo o Amazonas”, afirma.

Nos últimos anos, o gênero passou a integrar festivais, projetos culturais e programações públicas em Manaus. Em 2025, a capital recebeu a primeira edição do Festival do Beiradão do Amazonas, com apresentações musicais e atividades voltadas à memória e à difusão da manifestação.

Lico Magalhães é anfitrião da festa

É nesse cenário que Lico Magalhães e Banda Festeira recebem os artistas para a Festa de Beiradão – Música que Vem da Nossa Terra.

A presença de Lico como anfitrião coloca a festa também como um encontro entre diferentes trajetórias da música amazonense. Ao lado de Roberto Rios e dos demais convidados, o artista integra uma programação que reúne instrumentos, repertórios e estilos ligados à produção musical do estado.

O encontro também evidencia uma característica do Beiradão atualmente: a capacidade de transitar entre diferentes espaços e públicos sem perder a relação com suas raízes.

Com diferentes nomes da música amazonense no mesmo palco, a festa transforma o Beiradão em ponto de encontro para artistas e público, aproximando a tradição ribeirinha da cena cultural da capital.

Para Roberto Rios, essa presença cada vez maior nos espaços urbanos faz parte da própria transformação do gênero.

“O Beiradão passou a ser Beiradão da cidade, Beiradão que todo mundo possa conhecer, ouvir, dançar o Beiradão”, resume.

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