EUA marcam presença informal e desafiam Trump na COP30

Sem representantes oficiais do governo Trump, os Estados Unidos mantêm presença ativa na COP30, em Belém (PA), por meio de uma delegação informal formada por líderes locais e ex-integrantes da gestão Obama. A equipe inclui a governadora do Novo México, Michelle Lujan Grisham, e o ex-enviado especial para o clima Todd Stern, responsável pelas negociações do Acordo de Paris durante o governo Obama. Eles integram a coalizão America Is All In, que reúne mais de 20 estados americanos, além de centenas de cidades e empresas comprometidas com a redução de emissões.

Durante o evento, os representantes destacaram que a ausência do governo federal não impede o avanço das metas climáticas americanas. Segundo Stern, os países sabem diferenciar o governo Trump da sociedade dos Estados Unidos. “Os estados e cidades continuarão engajados nos debates climáticos”, afirmou. A governadora Grisham reforçou que a liderança local segue firme nas metas de 2025, mostrando que é possível sustentar políticas ambientais mesmo sem o apoio da Casa Branca.

A coalizão America Is All In mantém diálogo direto com a ONU e tem sido bem recebida pelos demais participantes da conferência. De acordo com os membros, a atuação independente do grupo prova que o país ainda está comprometido com o combate às mudanças climáticas. Mesmo sem caráter oficial, delegações como essa já são reconhecidas em conferências anteriores como representantes legítimos da sociedade civil americana.

A ausência de Trump, no entanto, causou críticas de líderes internacionais. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, classificou a postura do republicano como negacionista e alertou para o risco de colapso climático. “O inimigo não é a Rússia, é a crise climática. Estamos perto do ponto de não retorno”, declarou, reforçando a urgência de ações globais para conter o aquecimento do planeta.

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