Organizações indígenas e ambientalistas manifestaram preocupação após o vazamento de fluido de perfuração na Foz do Amazonas. O incidente ocorreu no domingo (4), durante atividade da Petrobras, a cerca de 175 quilômetros do Amapá.
Diante do ocorrido, a empresa paralisou as operações no local.
Segundo a estatal, o fluido é biodegradável e segue os limites legais de toxicidade. Ainda assim, entidades alertam para os riscos da exploração petrolífera na região.
Entidades apontam riscos estruturais
O Instituto Internacional Arayara afirmou que episódios como esse expõem a fragilidade ambiental da área. A região abriga alta biodiversidade e comunidades que dependem diretamente do ecossistema.
Além disso, a entidade destacou que as correntes marítimas profundas ainda são pouco conhecidas. Isso torna a atividade mais perigosa. Segundo o instituto, novos acidentes podem ocorrer, inclusive com impactos internacionais.
Povos indígenas denunciam ameaça
A Apoianp e o Conselho dos Caciques do Oiapoque afirmaram que o vazamento confirma os “piores temores” das comunidades tradicionais.
Para as lideranças, a atividade petrolífera ameaça os ecossistemas marinhos e costeiros.
As organizações também denunciaram o descumprimento da Convenção 169 da OIT. A norma garante o direito à consulta prévia, livre e informada aos povos afetados.
Petrobras se manifesta e caso vai à Justiça
A Petrobras informou que adotou todas as medidas de controle. A empresa disse que notificou os órgãos competentes.
Segundo a estatal, não há riscos à operação nem danos ambientais.
Paralelamente, organizações ambientais e o Ministério Público Federal entraram com ações judiciais. Os pedidos buscam suspender a licença concedida pelo Ibama.
As ações apontam falhas nos estudos ambientais e ausência de compensação à atividade pesqueira.





