O Enem 2025 registrou um aumento expressivo na participação de candidatos com 60 anos ou mais, chegando a 17.192 inscritos, um crescimento de 191,38% em relação a 2022, quando eram 5.900. Apesar de representarem apenas 0,35% do total de mais de 4,81 milhões de inscritos, os números mostram a busca de pessoas idosas por desenvolvimento educacional e pessoal. Entre esses candidatos, 54,35% são mulheres e 45,65% homens, refletindo um perfil majoritariamente feminino.
Em termos de escolaridade, a grande maioria dos inscritos acima de 60 anos já concluiu o ensino médio (14.810). Outros 1.069 estão atualmente cursando a última série do ensino médio, enquanto 1.141 não concluíram ou não estão matriculados. Além disso, 172 candidatos cursam o ensino médio, mas não deverão concluir este ano. Esses dados revelam que muitos idosos veem o Enem como oportunidade de certificação ou aprimoramento educacional, principalmente após a retomada da possibilidade de uso das notas para conclusão do ensino médio.
Os estados com maior número de participantes idosos são Rio de Janeiro (3.087), São Paulo (2.367) e Minas Gerais (1.997). O exame será aplicado nos dias 9 e 16 de novembro em 1.804 municípios, com exceção de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, onde as provas ocorrerão em 30 de novembro e 7 de dezembro devido à realização da COP30. Os candidatos serão avaliados em quatro áreas de conhecimento e na redação, que exige a elaboração de um texto dissertativo-argumentativo sobre um problema proposto.
Criado em 1998, o Enem permite acesso a universidades públicas, bolsas de estudo em instituições privadas, crédito estudantil, ingresso em faculdades sem vestibular, estudos em Portugal, e autoavaliação ou certificação do ensino médio. Segundo o Inep, os dados de 2025 refletem um avanço educacional da população idosa e o interesse crescente por oportunidades de aprendizado em todas as faixas etárias, consolidando o exame como ferramenta inclusiva de educação.






