UFAM cria comissão para discutir cotas trans após MPF

A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) instituiu uma comissão para discutir a implementação de cotas para pessoas trans em cursos de graduação e pós-graduação, após recomendação do Ministério Público Federal (MPF). A medida foi tomada após o órgão apontar a ausência de regras internas que definam critérios e percentuais para oferta dessas vagas.

A recomendação surgiu a partir do acompanhamento de editais da universidade que já previam vagas suplementares para candidatos trans, mas sem regulamentação formal.

Falta de norma motivou ação do MPF

De acordo com o MPF, a inexistência de uma norma interna específica levou à abertura de um processo administrativo. A apuração é conduzida pelo procurador da República Igor Jordão Alves.

O objetivo é garantir critérios claros e padronizados para a inclusão de pessoas trans no ensino superior da instituição.

Comissão terá prazo de 90 dias

Em resposta, a UFAM criou um grupo de trabalho para elaborar propostas. A comissão será responsável por discutir parâmetros como percentuais de vagas, formas de seleção e procedimentos administrativos.

O colegiado terá prazo de 90 dias para apresentar os resultados das discussões.

Participação de entidades e setores da universidade

A comissão é presidida pela pró-reitora de extensão da universidade e reúne representantes de diferentes áreas institucionais, incluindo:

  • Pró-reitorias de graduação, pesquisa e pós-graduação
  • Inovação tecnológica
  • Assistência estudantil

Também participam entidades da sociedade civil, como a Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado do Amazonas (Assotram) e o Instituto Brasileiro de Transmasculinidade (Ibrat/AM).

Processo é prioridade e tem metas definidas

O caso passou a ser tratado como prioridade pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Amazonas (PRDC/AM), que estabeleceu metas para avanço da discussão até julho de 2026.

A iniciativa busca estruturar uma política institucional que regulamente a inclusão de pessoas trans no acesso ao ensino superior.

Impacto para a população

A definição de regras para cotas trans pode ampliar o acesso de pessoas trans à educação superior pública, garantindo maior segurança jurídica nos processos seletivos e padronização nos editais da universidade.

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