Continente americano perde status de região livre do sarampo

O continente americano perdeu a certificação de eliminação do sarampo, concedida pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A decisão foi tomada após a constatação de transmissão endêmica da doença no Canadá, onde o vírus circula de forma sustentada há mais de 12 meses. Com isso, toda a região deixa de ser considerada livre do sarampo, status conquistado em 2016.

Segundo o diretor da Opas, Jarbas Barbosa, a situação é reversível, mas exige compromisso político e vacinação em massa. Até o início de novembro, 12.596 casos foram confirmados em dez países das Américas, sendo 95% concentrados em Canadá, México e Estados Unidos. O número é 30 vezes maior que o de 2024, e 28 mortes já foram registradas. A maioria dos infectados não estava vacinada.

No Brasil, embora haja registros da doença, o país mantém o certificado de eliminação, já que não há transmissão sustentada. Em 2025, foram confirmados 34 casos, com destaque para o surto em Campos Lindos (TO), iniciado após a entrada de viajantes vindos da Bolívia. O Ministério da Saúde reforçou ações de bloqueio vacinal e busca atingir 95% de cobertura com as duas doses da vacina.

Especialistas alertam que a queda na vacinação e o aumento de casos em países vizinhos colocam o Brasil em risco. A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é aplicada em duas doses, aos 12 e 15 meses de idade, com reforço para quem não completou o esquema vacinal.

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