O Amazonas registrou um avanço expressivo da chikungunya em 2025. Ao longo do ano, o estado confirmou 156 casos da doença, o que representa um aumento de quase 290% em comparação com 2024, quando houve 40 registros. De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), os casos se espalharam por 26 municípios, com maior incidência no interior. O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o que reforça a importância de ações contínuas de controle vetorial.
Por outro lado, os dados do boletim epidemiológico indicam uma redução significativa da dengue. Em 2025, o Amazonas contabilizou 4.667 casos confirmados, queda de 41% em relação ao ano anterior. Além disso, as mortes pela doença diminuíram 71%, evidenciando avanços nas estratégias de prevenção. Os registros se concentraram em 28 municípios, sobretudo nas regiões do Rio Juruá e do Alto Solimões. Ainda assim, o monitoramento identificou a predominância do sorotipo DENV1 e a circulação pontual de outros sorotipos, o que exige vigilância constante.
Na sequência, os números de zika também apresentaram recuo. Os casos confirmados caíram 68%, passando de 77 em 2024 para 25 em 2025, mantendo a doença em níveis baixos e restrita a poucos municípios. Enquanto isso, não houve registros confirmados de febre do Oropouche em 2025, após mais de 3 mil casos no ano anterior. Já a febre do Mayaro teve redução superior a 50%, com 60 casos confirmados e ocorrência pontual no estado.
Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, os resultados refletem o esforço conjunto das equipes de saúde e dos municípios. No entanto, ela ressalta que a atenção deve permanecer contínua. Além do controle do mosquito, o diretor de Vigilância Epidemiológica, Alexsandro Melo, destaca a vacinação como estratégia complementar. Em 2025, o estado distribuiu mais de 90 mil doses da vacina contra a dengue e aplicou cerca de 130 mil, principalmente em crianças e adolescentes, contribuindo para reduzir casos graves.







