O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) recebeu nesta quinta-feira (12) a visita da reitora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Tanara Lauschner, acompanhada de pró-reitores e diretores da instituição, em uma agenda voltada ao fortalecimento do diálogo entre as duas organizações e à ampliação de parcerias nas áreas de ciência, inovação e bioeconomia.
A comitiva foi recebida pela direção do CBA e pelos gerentes dos núcleos de pesquisa, que apresentaram a estrutura do Centro, os projetos em desenvolvimento e as iniciativas voltadas à transformação do conhecimento científico em soluções com potencial de aplicação no mercado.
Atualmente, CBA e UFAM já atuam como parceiros em alguns projetos, e a visita representa um passo importante para ampliar essa colaboração, conectando ainda mais a produção científica da universidade com iniciativas voltadas à inovação e à geração de bionegócios a partir da biodiversidade amazônica.
Durante a agenda, Tanara destacou a importância de fortalecer a relação entre as duas instituições e transformar pesquisas acadêmicas em oportunidades de negócios sustentáveis.
“Cada vez que eu venho ao CBA encontro novidades. Hoje visitamos o Espaço CBA de Inovação e vimos essa proposta de fortalecer um ambiente voltado à incubação e ao desenvolvimento de novos negócios. A Universidade Federal do Amazonas tem muito a ganhar com uma parceria com o CBA, e o CBA também tem muito a ganhar com a UFAM. Já estamos trabalhando em alguns projetos em conjunto exatamente para que as pesquisas desenvolvidas dentro da universidade possam se transformar em negócios, em bionegócios. Precisamos estreitar cada vez mais essa relação para que todos ganhem e para que o CBA se consolide como um local de referência em negócios para a Amazônia”, afirmou.
Para o diretor-geral do CBA, Márcio Miranda, a aproximação entre as instituições é estratégica para consolidar um ambiente capaz de transformar conhecimento científico em soluções concretas para o desenvolvimento da região.
“A UFAM é uma das principais instituições de produção de conhecimento da Amazônia. Ao aproximar ainda mais a universidade do CBA, ampliamos as possibilidades de transformar pesquisas em soluções, produtos e novos negócios, conectando ciência, inovação e mercado a partir da biodiversidade amazônica”, destacou.
A visita também foi acompanhada por representantes de diferentes unidades acadêmicas da universidade. Para o diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UFAM, Antonio Batista da Silva, retornar ao CBA representa ver um projeto idealizado há décadas começar a ganhar forma.
“Eu estive no lançamento da pedra fundamental do CBA e hoje, retornando aqui, vejo com muita satisfação o retorno da academia. Desde aquela época o propósito era promover negócios a partir dos produtos da floresta, vindos do interior do Estado, mostrando o potencial da nossa Amazônia. Fico feliz em perceber que isso agora está começando a acontecer”, destacou.
A diretora de Gestão da Inovação da UFAM, Fernanda Guilhon, também ressaltou a importância da nova fase do Centro e da abertura para o diálogo com a comunidade científica.
“Eu conheço o CBA desde quando era estudante. Naquela época, meu contato era como pesquisadora e era uma outra visão, uma gestão muito mais fechada. Ver o CBA hoje de portas abertas é uma felicidade muito grande, porque eu acredito muito no potencial do Centro de impulsionar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação na Amazônia. Essa nova visão de trazer a comunidade para dentro — tanto acadêmica quanto a sociedade em geral — é muito animadora e estimulante. Tenho certeza de que grandes parcerias e grandes negócios vão surgir a partir daí”, afirmou.
A programação também incluiu uma visita ao Espaço CBA de Inovação, ambiente criado para estimular conexões entre pesquisadores, startups, empresas e projetos voltados ao fortalecimento da bioeconomia.
Texto: Tereza Teófilo
Fotos: Robervaldo Rocha






