A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realiza, na próxima terça-feira (7), uma audiência pública para discutir o Projeto de Lei 94/26, que propõe a restrição do acesso de crianças e adolescentes com menos de 16 anos às redes sociais. O debate será realizado às 16h, em plenário ainda a ser definido, e contará com participação interativa da população por meio do envio de perguntas aos convidados.
A proposta estabelece que as plataformas digitais sejam responsáveis pela implementação de sistemas eficazes de verificação de idade dos usuários. Caso descumpram a exigência, as empresas poderão ser penalizadas com multas e até suspensão de suas atividades. A discussão busca avaliar os impactos da medida na proteção de crianças e adolescentes, além dos desafios para sua aplicação.
Projeto prevê verificação obrigatória de idade
O Projeto de Lei 94/26 propõe proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais e transfere às plataformas digitais a responsabilidade exclusiva por comprovar a idade dos usuários.
Pela proposta, empresas que não adotarem mecanismos eficazes de verificação poderão ser responsabilizadas administrativamente, incluindo aplicação de multas e outras sanções previstas na legislação.
O texto integra um conjunto de iniciativas que discutem formas de ampliar a segurança de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Audiência foi solicitada por deputadas autoras da proposta
A audiência pública foi requerida pelas deputadas Greyce Elias (PL-MG) e Chris Tonietto (PL-RJ), autoras do projeto.
Segundo as parlamentares, o objetivo é reunir especialistas e representantes da sociedade para analisar os possíveis efeitos da proposta sob diferentes perspectivas, permitindo um debate técnico antes da continuidade da tramitação.
A reunião será aberta à participação popular, permitindo que cidadãos encaminhem perguntas aos convidados.
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Debate abordará saúde mental e segurança digital
Entre os principais temas que serão discutidos durante a audiência estão:
- saúde mental de crianças e adolescentes;
- segurança no ambiente digital;
- exposição a conteúdos inadequados;
- combate ao cyberbullying;
- proteção de dados pessoais;
- desenvolvimento saudável no uso das plataformas digitais.
A comissão pretende avaliar como o acesso precoce às redes sociais pode influenciar o desenvolvimento de crianças e adolescentes, além de discutir possíveis mecanismos de proteção.
Parlamentares destacam benefícios das plataformas digitais
Embora o projeto proponha restrições de acesso, as autoras da proposta afirmam que o debate também deve considerar os benefícios proporcionados pelas plataformas digitais.
Entre os aspectos destacados estão o acesso à informação, o uso das redes como ferramenta educacional, a comunicação entre pessoas e a inclusão social proporcionada pelos ambientes virtuais.
Segundo as deputadas, o objetivo é construir soluções que conciliem proteção dos menores e acesso responsável às tecnologias digitais.
Projeto tramita junto com outras propostas
O Projeto de Lei 94/26 não é a única iniciativa sobre o tema em análise na Câmara dos Deputados.
Atualmente, a proposta tramita em conjunto com outras 23 proposições que tratam da proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e da regulamentação do uso de redes sociais.
Durante a tramitação, os projetos poderão receber alterações, sugestões e pareceres das comissões responsáveis antes de eventual votação no Congresso Nacional.
Debate busca subsidiar discussão legislativa
A audiência pública integra a fase de análise técnica da proposta e deverá reunir especialistas em educação, tecnologia, saúde mental, proteção de dados e direito digital.
As contribuições apresentadas durante a reunião poderão subsidiar a elaboração de pareceres e eventuais ajustes no texto do projeto antes das próximas etapas da tramitação legislativa.
Caso aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, o projeto seguirá para sanção ou veto da Presidência da República.
A discussão ocorre em um contexto de crescimento do debate internacional sobre a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, especialmente em relação ao uso de redes sociais, privacidade, exposição a conteúdos inadequados e saúde mental.





