A Apple e a Intel fecharam um acordo preliminar para a fabricação de chips destinados a futuros dispositivos da Apple. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (8) pelo jornal The Wall Street Journal e confirmada pela agência Reuters com fontes ligadas às negociações.
Segundo as publicações, o entendimento ainda está em fase inicial e não teve detalhes financeiros divulgados oficialmente. As empresas também não informaram quais produtos poderão utilizar os chips produzidos pela Intel.
Negociações envolvem estratégia industrial dos EUA
De acordo com a Reuters, o acordo ocorre em meio aos esforços do governo dos Estados Unidos para ampliar a produção doméstica de semicondutores e reduzir a dependência de fabricantes asiáticos.
Atualmente, a maior parte dos chips da Apple é produzida pela empresa taiwanesa TSMC. A possível entrada da Intel como fornecedora pode diversificar a cadeia de produção da companhia.
As negociações teriam avançado nos últimos meses após articulações envolvendo executivos das duas empresas e representantes do governo norte-americano.
Apple seguirá desenvolvendo os próprios chips
A Apple continuará responsável pelo desenvolvimento dos chips utilizados em iPhones, iPads e computadores Mac. A Intel atuaria apenas na etapa de fabricação.
A parceria não representa o retorno dos antigos processadores Intel utilizados nos computadores Mac entre 2006 e 2020. Desde 2020, a Apple passou a utilizar chips próprios da linha Apple Silicon.
Segundo o Wall Street Journal, o acordo pode envolver inicialmente componentes menos complexos ou linhas específicas de dispositivos.
Mercado reage após divulgação
Após a divulgação do acordo preliminar, as ações da Intel registraram alta de aproximadamente 15% no mercado financeiro norte-americano. Já os papéis da Apple avançaram cerca de 1,7%, segundo dados divulgados pela Reuters.
A Intel vive um processo de reestruturação desde a chegada do executivo Lip-Bu Tan, que assumiu a companhia em 2025 com foco na expansão da divisão Intel Foundry, voltada à fabricação de chips para outras empresas.
Já a Apple, comandada por Tim Cook, busca ampliar a segurança da cadeia de fornecimento diante das tensões geopolíticas envolvendo Taiwan e o mercado global de semicondutores.
Informações ainda não confirmadas
Até o momento, as empresas não divulgaram:
- cronograma oficial da produção;
- volume de chips envolvidos;
- modelos de dispositivos contemplados;
- valores estimados do acordo.
A negociação segue em fase preliminar e ainda depende de definições técnicas e comerciais.
As informações foram publicadas inicialmente pelo The Wall Street Journal e repercutidas pela Reuters, Bloomberg e outros veículos internacionais especializados em tecnologia e mercado financeiro.






