Marcellus Campêlo adota conceito Lixo Zero na campanha

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O candidato a deputado estadual Marcellus Campêlo (44321) adotou o conceito Lixo Zero para a gestão dos resíduos gerados durante os eventos de sua campanha eleitoral. A iniciativa prevê o recolhimento e a separação dos materiais utilizados nas atividades, com o objetivo de ampliar o reaproveitamento e a reciclagem e reduzir o volume destinado ao descarte.

A gestão de resíduos sólidos também é apresentada pelo candidato como uma das propostas que pretende defender no Legislativo estadual. Segundo Campêlo, o tema está relacionado à preservação ambiental, à saúde pública, à geração de emprego e renda e à qualidade de vida da população.

Campanha faz separação dos resíduos

Durante as atividades eleitorais, uma equipe é responsável por recolher e separar os materiais produzidos nos eventos. A prática segue os princípios do conceito Lixo Zero, que prioriza a redução da geração de resíduos e o aproveitamento dos materiais antes do descarte.

A iniciativa é aplicada no contexto da própria campanha e, segundo o candidato, serve como exemplo da política de gestão de resíduos que ele pretende defender para o estado.

Especialista em Saneamento Básico e em Governança e Inovação Pública, Marcellus Campêlo afirma que a gestão dos resíduos deve ser tratada como uma política pública permanente.

“O conceito Lixo Zero é um compromisso com o futuro”, afirmou.

A proposta envolve uma mudança na forma de lidar com materiais descartados, priorizando processos de separação, reaproveitamento e reciclagem.

Proposta envolve trabalhadores da reciclagem

Entre as propostas defendidas por Campêlo está a valorização dos trabalhadores que atuam na reciclagem e o estímulo à chamada economia circular.

O modelo busca manter produtos e materiais em utilização pelo maior período possível. Para isso, são priorizados processos como reutilização, recuperação e reciclagem, reduzindo a necessidade de descarte.

Na avaliação apresentada pelo candidato, o fortalecimento dessa cadeia pode produzir efeitos ambientais e econômicos. A redução do volume de resíduos encaminhados aos aterros também está entre os objetivos associados à proposta.

A gestão adequada dos resíduos ainda envolve diferentes etapas, desde a geração e separação dos materiais até a coleta, tratamento, reaproveitamento e destinação final.

Para o Amazonas, o tema ganha relevância porque a organização dos sistemas de resíduos envolve municípios, trabalhadores da reciclagem e estruturas destinadas à destinação final dos materiais.

Candidato propõe programa para erradicar lixões

Outra proposta apresentada por Marcellus Campêlo é a criação do Programa Estadual de Erradicação dos Lixões.

Segundo o candidato, o descarte inadequado de resíduos ainda é uma realidade nos municípios do interior do Amazonas e pode representar riscos à saúde da população e ao meio ambiente.

A proposta prevê que as prefeituras recebam suporte técnico e financeiro para substituir áreas utilizadas para descarte irregular por estruturas consideradas adequadas para a destinação dos resíduos.

A ideia, de acordo com Campêlo, é estabelecer uma atuação conjunta entre o governo estadual e os municípios para enfrentar o problema.

A participação das administrações municipais é necessária porque a gestão dos resíduos sólidos urbanos envolve diretamente os serviços prestados pelas prefeituras.

Gestão de resíduos tem impacto ambiental e social

A destinação adequada dos resíduos interfere diretamente na qualidade ambiental das cidades. Materiais descartados de forma irregular podem contribuir para a degradação de áreas, obstrução de sistemas de drenagem e contaminação do solo e da água.

Já a separação dos materiais recicláveis permite que parte dos resíduos retorne à cadeia produtiva, reduzindo a quantidade encaminhada para disposição final.

O fortalecimento da reciclagem também envolve trabalhadores que atuam na coleta, triagem e comercialização dos materiais. Por isso, a política de resíduos tem impacto não apenas ambiental, mas também social e econômico.

A proposta apresentada na campanha de Campêlo reúne essas diferentes frentes ao defender a redução da geração de resíduos, o reaproveitamento de materiais, a reciclagem e a substituição de áreas de descarte inadequado.

Instituto Lixo Zero Brasil avalia iniciativa

O conceito adotado na campanha também foi comentado por Daniel Santos, embaixador do Instituto Lixo Zero Brasil no Amazonas.

Segundo Santos, a iniciativa representa uma mudança na maneira de lidar com os materiais gerados durante as atividades eleitorais.

“O Amazonas precisa avançar na forma como cuida dos seus resíduos. É preciso reduzir a geração, ampliar a reciclagem, fortalecer o catador, estimular a economia circular e combater o descarte irregular”, afirmou.

O representante também destacou a importância de aplicar o conceito Lixo Zero durante campanhas eleitorais.

“Fazer uma campanha com compromisso com a gestão de resíduos sólidos, utilizando o conceito de Lixo Zero, é uma mudança de modelo que busca aproveitar ao máximo os materiais e encaminhar aos aterros somente aquilo que realmente não pode ser recuperado”, disse Daniel Santos.

A declaração reforça a perspectiva de que a gestão dos resíduos deve considerar todas as etapas anteriores à destinação final.

Proposta inclui ações nos municípios

A criação de um programa estadual voltado à erradicação dos lixões, conforme proposta apresentada por Campêlo, teria como foco principalmente o apoio às administrações municipais.

O candidato defende que as prefeituras tenham acesso a suporte técnico e financeiro para implementar alternativas ao descarte irregular.

A medida, caso transformada em política pública, envolveria planejamento, infraestrutura e organização dos serviços de limpeza urbana e destinação dos resíduos.

O tema também está relacionado ao planejamento ambiental dos municípios, especialmente em áreas onde o crescimento urbano aumenta a quantidade de resíduos produzidos e a demanda por serviços públicos.

Lixo Zero é aplicado durante eventos de campanha

No âmbito da campanha, a adoção do conceito ocorre por meio da separação dos resíduos produzidos durante os eventos.

A equipe responsável pela atividade recolhe os materiais e realiza a triagem para identificar aquilo que pode ser reaproveitado ou encaminhado para reciclagem.

A prática busca evitar que materiais potencialmente recicláveis sejam descartados juntamente com resíduos que não possuem possibilidade de recuperação.

Segundo a proposta apresentada, o modelo adotado nos eventos eleitorais está relacionado à defesa de uma política mais ampla para o Amazonas.

Campêlo pretende levar o tema da gestão de resíduos para o debate sobre políticas públicas estaduais, incluindo a valorização dos trabalhadores da reciclagem, o incentivo à economia circular e o enfrentamento do descarte irregular.

Para a população, a discussão envolve questões que fazem parte da rotina dos municípios, como coleta, limpeza urbana, destinação do lixo, preservação ambiental e saúde pública.

A proposta apresentada pelo candidato ainda depende de eventual discussão e aprovação no âmbito do Legislativo estadual caso seja transformada em projeto de lei ou programa público.

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