Forças armadas ampliam combate às queimadas enquanto chuva atinge Manaus

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O governo federal ampliou a operação de combate às queimadas no Amazonas com cinco aeronaves adicionais. Em Manaus, a chuva já atinge a capital nesta segunda-feira (19) e pode contribuir para reduzir temporariamente a concentração de partículas suspensas no ar, embora uma eventual melhora na qualidade do ar ainda precise ser confirmada por novas medições.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o reforço elevou de 11 para 16 o número de aeronaves disponíveis para apoiar as ações contra os incêndios florestais no estado.

Desde o início do apoio federal, em 9 de outubro, os aviões haviam realizado cerca de 260 horas de voo e lançado aproximadamente 600 mil litros de água sobre áreas atingidas pelo fogo, conforme balanço divulgado pelo ministério.

Leia também: Manaus registra pior qualidade do ar entre as capitais brasileiras

Aeronaves reforçam combate aos incêndios

Entre os equipamentos mobilizados está um segundo avião KC-390, com capacidade para lançar até 19 mil litros de água por operação. A aeronave se soma a outro modelo já empregado nas ações de combate ao fogo.

Helicópteros também são utilizados para o lançamento de água, o transporte de equipes e o apoio logístico às operações.

De acordo com os dados apresentados pelo governo federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) contabilizava 317 incêndios combatidos desde o início da temporada.

O governo também anunciou o empenho de R$ 14 milhões para ações emergenciais no Amazonas. Segundo o MMA, os recursos são destinados à assistência humanitária e à contratação de duas aeronaves.

Chuva em Manaus pode ajudar a reduzir partículas no ar

A chuva que atinge Manaus ocorre em meio à preocupação com os efeitos da fumaça dos incêndios florestais sobre a qualidade do ar.

Boletim do Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM), divulgado no domingo (18), apontou concentrações de partículas finas PM2,5 entre 37,5 e 108,9 microgramas por metro cúbico em sensores da capital. As medições foram realizadas entre 9h29 e 9h31.

As partículas PM2,5 podem penetrar profundamente no sistema respiratório e, em concentrações elevadas, agravar problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.

A precipitação pode contribuir para retirar parte dessas partículas da atmosfera. No entanto, o efeito depende da intensidade e da duração da chuva, das condições do vento e da continuidade dos incêndios. Por isso, os dados registrados no domingo não permitem, isoladamente, afirmar que a qualidade do ar melhorou nesta segunda-feira.

Governo prevê reforço na assistência à saúde

Além das ações de combate aos incêndios, o governo federal anunciou medidas para reforçar a atuação de órgãos de segurança, incluindo a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.

Também foi anunciada a instalação de uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) em Manaus, prevista para terça-feira (20). A estrutura deverá apoiar as ações de saúde relacionadas aos possíveis impactos da fumaça sobre a população.

A evolução da situação no Amazonas depende tanto do avanço das operações de combate aos incêndios quanto das condições meteorológicas. Mesmo com a chegada da chuva à capital, o monitoramento da qualidade do ar continua necessário para verificar se houve redução efetiva da poluição.

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