O Amazonas registrou 1.380 focos de incêndio nos dez primeiros dias de outubro de 2026, contra 372 no mesmo período de 2025, segundo dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). O aumento foi de 271%, em um cenário que levou o estado a mobilizar reforços para combater as chamas em diferentes municípios.
De acordo com informações divulgadas pela Agência Brasil, 36 municípios amazonenses estavam em situação de emergência, com reconhecimento do governo federal. Em 12 de outubro, a Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou o lançamento de água sobre áreas atingidas, enquanto equipes estaduais e federais atuavam para conter os incêndios.
FAB utiliza avião com capacidade para 12 mil litros de água
A operação de combate às queimadas recebeu o reforço de um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira, com capacidade para despejar 12 mil litros de água por voo. A aeronave deveria realizar três lançamentos diários sobre as áreas em chamas.
Um segundo avião foi mobilizado para atuar no transporte de cargas e no apoio logístico à operação. Segundo a Defesa Civil estadual, também participavam das ações sete aeronaves de menor porte, três helicópteros e 290 brigadistas.
A chegada de novos recursos busca ampliar a capacidade de resposta diante dos focos registrados no estado. Conforme as informações divulgadas, a Força Nacional tinha previsão de começar a chegar ao Amazonas a partir de 20 de outubro.
O governo federal também havia destinado mais de R$ 45 milhões ao estado para ações relacionadas à emergência. Desse total de recursos mencionados na reportagem, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, informou que mais de R$ 34 milhões foram liberados para o Corpo de Bombeiros do Amazonas.
Lábrea lidera registros de focos de incêndio
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) citados pela Agência Brasil apontaram Lábrea, no sul do Amazonas, como o município com maior número de focos de incêndio no levantamento mencionado, com 225 registros.
Boca do Acre e Autazes também aparecem entre os municípios com mais ocorrências. A reportagem de origem, porém, não informa a quantidade individual de focos registrada em cada uma dessas duas cidades.
O acompanhamento por satélite permite identificar áreas com maior concentração de focos e orientar o direcionamento de equipes de fiscalização e combate. É importante destacar que os focos detectados não correspondem necessariamente ao número exato de incêndios distintos, pois uma mesma ocorrência pode gerar mais de uma detecção.
A distribuição das ocorrências entre os municípios também ajuda a dimensionar a abrangência territorial da emergência e a necessidade de coordenação entre os órgãos responsáveis.
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Ministro atribui incêndios à ação humana
Durante um sobrevoo das áreas atingidas, realizado no domingo (11), o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os focos de incêndio têm origem humana.
“Não existe fogo espontâneo na Amazônia”, declarou o ministro, conforme a reportagem da Agência Brasil.
Capobianco também destacou os resultados que atribuiu às políticas de prevenção e redução do desmatamento. Segundo ele, houve queda de 50% no desmatamento, enquanto, no Amazonas, a redução teria alcançado 75,8%.
“Ou seja, o êxito no estado do Amazonas foi superior à média de toda a Amazônia Legal. E nos dados recentes, que serão divulgados na próxima semana, vocês verão que o estado do Amazonas seguiu dando um bom exemplo na redução do desmatamento”, afirmou.
Os percentuais citados pelo ministro se referem ao desmatamento, indicador diferente do número de focos de incêndio. A comparação entre os dois dados exige atenção aos períodos e às metodologias utilizadas em cada levantamento.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, também participou do sobrevoo. Ele explicou que a legislação trata a seca e os incêndios florestais de formas distintas, embora a estiagem possa agravar as condições para a propagação do fogo.
Emergência em 36 municípios facilita acesso a recursos
A situação de emergência nos 36 municípios foi decretada pelo governo do Amazonas e reconhecida pelo governo federal em 10 de outubro, segundo as informações divulgadas.
O reconhecimento permite acelerar procedimentos relacionados ao envio de recursos e ao apoio federal às localidades afetadas, conforme as regras aplicáveis à situação de emergência.
A atuação conjunta envolve órgãos estaduais e federais, com equipes de combate, aeronaves e recursos financeiros destinados às ações de resposta.
O cenário exige acompanhamento das ocorrências e avaliação das necessidades de cada município, especialmente nas áreas com maior concentração de focos e dificuldades de acesso terrestre.
Fumaça volta a afetar a qualidade do ar em Manaus
Enquanto as equipes atuavam no interior do estado, Manaus enfrentava episódios de fumaça. Segundo a reportagem da Agência Brasil, a capital amanheceu em 12 de outubro sob fumaça pelo quinto dia consecutivo.
O monitoramento da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) apontava qualidade do ar classificada como péssima em vários bairros. A concentração de partículas registrada no sábado anterior, conforme o material divulgado, chegou a mais de oito vezes o nível considerado bom.
A reportagem também informou que Manaus registrava poucos focos de incêndio e atribuiu a presença da fumaça na capital a queimadas em outros municípios, entre eles Autazes e Itacoatiara.
A fumaça transportada de áreas distantes pode comprometer a qualidade do ar mesmo quando há poucos focos de incêndio dentro da cidade. A concentração de partículas e os efeitos sobre a população variam conforme as condições meteorológicas e a intensidade das emissões.
Defesa Civil recomenda cuidados com a saúde
Em 9 de outubro, a Defesa Civil havia alertado para os riscos à saúde associados à fumaça e recomendado o uso de máscaras, principalmente por crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias.
A exposição à poluição atmosférica pode agravar problemas respiratórios, sobretudo entre grupos mais vulneráveis. Durante períodos de fumaça intensa, acompanhar os alertas oficiais e reduzir a exposição ao ar poluído são medidas importantes de precaução.
A Prefeitura de Manaus também suspendeu as aulas da rede municipal, segundo a reportagem de origem. O material fornecido não detalha a duração da suspensão nem informa a data de retomada das atividades.
Com o aumento dos focos de incêndio no início de outubro, o estado mantém operações de combate e apoio aos municípios afetados. Os dados sobre novas ocorrências, a evolução da qualidade do ar e a chegada de reforços devem ser acompanhados nos comunicados dos órgãos oficiais.








