Presidente da Fiocruz visita CBA para fortalecer agenda de inovação em saúde baseada na biodiversidade amazônica


O presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mario Moreira, visitou, na sexta-feira (31/7), o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus, para iniciar a construção de uma agenda estratégica de cooperação voltada à inovação em saúde a partir da biodiversidade amazônica. Vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e gerido pela Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (FUEA), por meio de contrato de gestão, o CBA apresentou sua infraestrutura científica, tecnológica e de inovação, além de projetos com potencial para futuras parcerias.

A visita marca um novo momento na relação entre as duas instituições. Em 2026, a Fiocruz passou a integrar o Conselho de Administração do CBA e a Fiocruz Amazônia deverá atuar como principal articuladora regional dessa aproximação, fortalecendo a integração entre ciência, tecnologia, inovação e bioeconomia.

A agenda reuniu ainda a vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz Soares, que representa a instituição no Conselho de Administração do CBA; a diretora do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Stefanie Lopes; e a assessora da Presidência da Fiocruz, Tatiana Sanjuan.

A comitiva foi recebida pelo diretor de Operações do CBA, Caio Perecin; pelo diretor de Bionegócios, Carlos Henrique Carvalho; pela diretora de Administração, Alcinara Souza; e pelo head de Inovação, Roberto Garcia.

Durante a programação, os visitantes conheceram a estrutura do Centro por meio de uma apresentação institucional e visitas técnicas à Central Analítica, aos Núcleos de Produtos Naturais, Tecnologia Vegetal e Bioinsumos, à planta-piloto industrial e ao Espaço CBA de Inovação, ambiente que abriga startups e empreendimentos de base tecnológica participantes do programa CBA Open.

Ao longo do encontro foram identificadas diversas possibilidades de cooperação em áreas estratégicas para a saúde, especialmente no desenvolvimento de fitomedicamentos, bioinsumos e outros produtos derivados do uso sustentável da biodiversidade amazônica. A proposta é integrar as competências do CBA em bioeconomia, desenvolvimento tecnológico e escalonamento produtivo com a experiência da Fiocruz em pesquisa, inovação, formação, produção e controle de qualidade de produtos para a saúde.

Essa agenda poderá mobilizar competências da Rede Fitos, do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fiocruz Amazônia, da Fiocruz Mata Atlântica e de outras unidades da Fundação, conforme os projetos e prioridades definidos conjuntamente.

Para o diretor de Bionegócios do CBA, Carlos Henrique Carvalho, a aproximação representa uma oportunidade estratégica para ampliar o impacto da ciência desenvolvida na Amazônia.

“O CBA atua para conectar ciência, tecnologia e mercado, agregando valor à biodiversidade amazônica de forma sustentável. A aproximação com a Fiocruz amplia as possibilidades de desenvolvermos, de forma colaborativa, produtos e soluções para a saúde, fortalecendo cadeias produtivas estratégicas da bioeconomia e criando oportunidades para que a inovação gerada na Amazônia alcance a população brasileira.”

Já o diretor de Operações do CBA, Caio Perecin, ressaltou que a infraestrutura do Centro está preparada para apoiar projetos de pesquisa aplicada e inovação em diferentes níveis de maturidade tecnológica.

“O CBA dispõe de uma infraestrutura robusta, com laboratórios especializados, planta-piloto industrial e ambientes de inovação capazes de apoiar todas as etapas do desenvolvimento tecnológico. Receber a Fiocruz e apresentar esse potencial é um passo importante para construirmos projetos conjuntos que integrem pesquisa, desenvolvimento, escalonamento produtivo e inovação, ampliando o impacto da ciência produzida na Amazônia.”

O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destacou o potencial da parceria e afirmou que a visita permitiu identificar importantes oportunidades de cooperação.

“Aqui pude constatar o potencial de colaboração que há entre a Fiocruz e esse Centro. Encerramos o encontro trabalhando em uma agenda de visitas ao Rio de Janeiro para que possamos ter um mapa dos projetos estratégicos que possamos colocar em curso o quanto antes. Há muitas complementaridades não somente com a Fiocruz Amazônia, em Manaus, mas com todo o sistema da Fiocruz de pesquisa, formação, ensino e, sobretudo, produção. Daqui vai emergir uma colaboração muito profícua e que vai beneficiar não só a Amazônia, mas todo o Brasil.”

A vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz Soares, também ressaltou a importância da aproximação entre as instituições.

“Estou aqui com dois papéis: de vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, identificando enormes potenciais parcerias entre nossas instituições para pensar no ecossistema de inovação para a saúde com base na biodiversidade amazônica; e, por outro lado, em minha primeira visita presencial como conselheira do Conselho de Administração, papel que me comprometo a cumprir com bastante empenho, de maneira que possamos traduzir toda a potência do Centro em benefícios para a população brasileira.”

Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a agenda inaugurou uma etapa de construção conjunta entre as duas instituições.

“Com a presença do presidente da Fiocruz, foi possível identificar potencialidades e oportunidades de colaboração para, nos próximos anos, contribuirmos para o desenvolvimento da bioeconomia e da saúde na Amazônia.”

Como encaminhamentos, foram definidos o planejamento de visitas técnicas de representantes do CBA às unidades da Fiocruz no Rio de Janeiro e a elaboração de um mapa de competências e projetos estratégicos. O objetivo é estruturar uma agenda permanente de cooperação contemplando iniciativas relacionadas ao desenvolvimento de fitomedicamentos, inovação tecnológica, uso sustentável da biodiversidade amazônica, produção de insumos e soluções voltadas à saúde pública.

A articulação entre as instituições busca consolidar uma agenda integrada de biodiversidade, bioeconomia e saúde, reunindo pesquisa, desenvolvimento tecnológico, produção, qualidade e regulação. A expectativa é transformar conhecimentos científicos e tradicionais em produtos, processos e soluções sustentáveis capazes de gerar desenvolvimento econômico, fortalecer a bioeconomia amazônica e ampliar os benefícios para a população e para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Assessoria FioCruz Amazônia
Fotos: Robervaldo Rocha – CBA

 



Source link

Compartilhe:

WhatsApp
Facebook
Telegram
Twitter
Email
Print
VEJA TAMBÉM
plugins premium WordPress
error: O conteúdo está protegido!!