O segundo turno no Amazonas, marcado para 25 de outubro, começou a movimentar partidos, prefeitos e lideranças políticas em torno das candidaturas de Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL). Desde a definição dos dois nomes que avançaram na disputa pelo Governo do Estado, diferentes grupos políticos anunciaram apoios, enquanto outras legendas decidiram liberar seus filiados para escolher individualmente.
Omar Aziz terminou o primeiro turno na liderança, com 40,60% dos votos válidos, enquanto Maria do Carmo alcançou 24,50%, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A diferença colocou os dois candidatos na segunda etapa da eleição, que será realizada em 25 de outubro.
Entre as principais movimentações registradas até 8 de outubro estão os apoios oficiais do Avante e do PSB à candidatura de Omar. Ao mesmo tempo, a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), decidiu não apoiar oficialmente nenhum dos dois candidatos.
Avante e PSB anunciam apoio a Omar Aziz
O Avante, partido do prefeito de Manaus, David Almeida, oficializou apoio a Omar Aziz no segundo turno. A decisão foi tomada pelas executivas estadual e municipal da legenda em reunião realizada em 5 de outubro.
David Almeida terminou o primeiro turno fora da disputa pelo Governo do Amazonas. Com a definição do segundo turno, o partido passou a integrar o grupo de apoio à candidatura de Omar.
O prefeito de Manaus, Renato Júnior, também declarou apoio a Omar Aziz. A manifestação ocorreu no início da movimentação dos partidos para a segunda etapa da eleição.
Outro apoio anunciado foi o do PSB Amazonas. A legenda decidiu apoiar Omar Aziz e a candidata a vice-governadora, Alessandra Campêlo.
A decisão foi divulgada pela direção estadual do partido, presidida por Serafim Corrêa, que havia participado da eleição como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Roberto Cidade (União Brasil), terceiro colocado no primeiro turno.
Com isso, Avante e PSB passaram a integrar oficialmente o campo de apoio a Omar na disputa estadual.
União Progressista libera filiados no segundo turno
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), adotou uma posição diferente.
A federação decidiu não declarar apoio institucional a Omar Aziz ou Maria do Carmo na disputa pelo Governo do Amazonas. Os filiados das duas legendas foram liberados para escolher individualmente o candidato que pretendem apoiar.
A decisão é relevante porque o União Brasil esteve diretamente envolvido na disputa pelo governo no primeiro turno. O candidato da legenda, Roberto Cidade, terminou a primeira etapa em terceiro lugar.
Com a liberação dos filiados, eventuais manifestações individuais de integrantes do União Brasil ou do PP não representam necessariamente uma decisão oficial da federação.
Na eleição presidencial, entretanto, a federação tomou uma posição diferente e declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL).
Prefeitos ampliam apoio a Omar Aziz
A articulação envolvendo os prefeitos também se tornou um dos principais movimentos políticos do segundo turno no Amazonas.
Nos primeiros dias após a votação, Omar Aziz ampliou o número de prefeitos que declararam apoio à sua candidatura. Entre as adesões anunciadas estão as de gestores que haviam apoiado Roberto Cidade no primeiro turno.
Quatro prefeitos foram citados entre os novos apoios: José Thomé Neto, de Autazes; Radson Rogerton dos Santos Alves, o Radinho, de Barcelos; Raimundo Santana de Freitas, o Toco Santana, de Borba; e Lúcio Flávio do Rosário, de Manicoré.
Também está entre os apoiadores o prefeito de Manaus, Renato Júnior.
O número total de prefeitos alinhados a Omar, porém, sofreu alterações ao longo da semana e aparece de forma diferente nas publicações dos veículos locais.
Levantamentos divulgados inicialmente apontavam 60 dos 62 prefeitos do Amazonas apoiando Omar. Posteriormente, outras informações passaram a indicar 61 e até 62 prefeitos.
Por isso, o número deve ser apresentado com a respectiva data e atribuição à fonte, já que as adesões estavam sendo anunciadas e formalizadas durante a semana.
Apoios municipais ainda estão em movimento
No campo de Maria do Carmo, informações divulgadas por veículos locais apontaram a permanência de dois prefeitos do Sul do Amazonas no apoio à candidata.
Esses gestores foram associados ao setor do agronegócio na região. Entretanto, a informação sobre os dois apoios não pôde ser confirmada de forma independente por fontes oficiais consultadas.
Por esse motivo, não é recomendável apresentar os nomes ou a quantidade como uma informação definitiva sem uma nova confirmação pública dos envolvidos.
A movimentação mostra que as alianças municipais continuam sendo reorganizadas depois do primeiro turno, especialmente entre prefeitos que apoiaram candidatos eliminados da disputa.
Plínio Valério ainda não oficializou apoio
Outro nome observado nas articulações é o do senador Plínio Valério (PSDB), eleito para o Senado pelo Amazonas no primeiro turno.
Até 8 de outubro, Plínio não havia oficializado apoio a Omar Aziz ou Maria do Carmo para o segundo turno do Governo do Amazonas.
O senador, entretanto, já fez declarações públicas sobre a disputa. Em entrevista à CBN Amazônia, afirmou que a posição de Maria do Carmo durante a eleição para o Senado pesaria em sua decisão. Plínio também mencionou ter relação de amizade com Omar Aziz.
Apesar dessas declarações, não havia, até o momento da apuração, anúncio formal de apoio a uma das duas candidaturas.
Resultado do primeiro turno definiu nova disputa
Omar Aziz e Maria do Carmo chegaram ao segundo turno depois de terminarem a primeira etapa da eleição nas duas primeiras posições.
Segundo o TSE, Omar alcançou 40,60% dos votos válidos, enquanto Maria do Carmo obteve 24,50%.
A eleição será decidida novamente nas urnas em 25 de outubro, quando os eleitores amazonenses escolherão o próximo governador do Estado.
Até a votação, partidos e lideranças ainda podem anunciar novos apoios. Por isso, o quadro de alianças deve continuar sendo atualizado à medida que novas decisões partidárias e manifestações individuais forem formalizadas.
Para o eleitor, a composição dos apoios não altera a regra da votação: a escolha do governador será definida exclusivamente pelo resultado das urnas no segundo turno.







