O padre que moldou a identidade cubana e lutou contra a escravidão



A Editora Vaticana lançou recentemente a primeira edição italiana do livro “Félix Varela: A Biography”, uma obra sobre o sacerdote considerado pelo Arcebispo Vincenzo Paglia como “uma espécie de fundador da cultura nacional [cubana] através de suas obras e escritos”.

O volume de 208 páginas, publicado em 9 de julho, foi escrito por Monsenhor Carlos Manuel de Céspedes, uma figura proeminente da Igreja Católica cubana que faleceu em Havana em 2014. Paglia, presidente emérito da Pontifícia Academia para a Vida, escreveu o prefácio do livro, observando nele que “a relação entre Varela e a sociedade cubana é muito profunda”.

Isso ocorre porque os escritos de Varela “moldaram uma identidade profundamente ligada a uma fé expressa em um novo humanismo, onde a primazia da consciência era suprema e a condenação da escravidão e a necessidade de independência eram fundamentais”, explicou o arcebispo, de acordo com um relatório da Vatican News.

Varela foi um sacerdote comprometido com questões sociais que viveu durante um período de mudanças profundas nos territórios então mantidos pelo Império Espanhol nas Américas, segundo o relatório.