O Outubro Rosa reforça, ao longo de outubro, a importância da prevenção e da detecção precoce do câncer de mama. A campanha amplia o acesso à informação sobre os sinais da doença, fatores de risco e cuidados que podem contribuir para a redução do risco e para a identificação de alterações que precisam ser investigadas por profissionais de saúde.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa para 2026 é de 78.610 novos casos de câncer de mama feminina no país. O número corresponde a 30% dos casos de câncer estimados entre as mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma.
A campanha também chama atenção para a importância do acesso aos serviços de saúde. De acordo com o INCA, a detecção precoce envolve tanto a investigação de sinais e sintomas quanto o rastreamento de mulheres que não apresentam alterações suspeitas.
Outubro Rosa alerta para sinais do câncer de mama
Entre os sinais que podem indicar a necessidade de avaliação estão o aparecimento de nódulo endurecido ou que aumenta de tamanho, alterações na pele da mama, retração da pele ou do mamilo, mudança no formato do mamilo e saída espontânea de líquido por um dos mamilos.
Também podem aparecer aumento progressivo do tamanho da mama, pele com aspecto semelhante a uma “casca de laranja” e pequenos nódulos na região das axilas ou do pescoço.
A presença de uma dessas alterações não significa, por si só, que a pessoa tenha câncer. O importante é procurar avaliação profissional para que a causa seja investigada.
O INCA orienta que a mulher esteja atenta às mudanças habituais das próprias mamas e procure atendimento sempre que perceber alguma alteração suspeita. A recomendação também se aplica aos homens, já que, embora raro, o câncer de mama também pode afetá-los.
Idade está entre os fatores de risco
O câncer de mama não possui uma única causa. A idade está entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença. Também existem fatores hereditários e relacionados à história reprodutiva, além de condições e hábitos que podem ser modificados.
Segundo o INCA, excesso de peso corporal, inatividade física e consumo de bebidas alcoólicas estão entre os fatores que podem aumentar o risco. Por isso, medidas como praticar atividade física, manter o peso corporal adequado, adotar uma alimentação saudável e evitar bebidas alcoólicas podem contribuir para a prevenção.
Nem todos os fatores de risco podem ser modificados. Histórico familiar, características genéticas e aspectos relacionados à vida reprodutiva, por exemplo, não dependem apenas de hábitos individuais. Por esse motivo, a prevenção deve estar associada ao acompanhamento adequado de saúde.
Mamografia tem indicação específica para rastreamento
A mamografia é um exame utilizado tanto no rastreamento quanto na investigação de alterações suspeitas nas mamas. As recomendações para a realização do exame dependem da idade, da presença ou não de sintomas e das características individuais de cada pessoa.
Desde setembro de 2025, o Ministério da Saúde passou a recomendar a mamografia de rastreamento de rotina para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Para mulheres fora dessa faixa etária e sem sinais ou sintomas suspeitos, o acesso à mamografia de rotina pelo SUS pode ocorrer mediante decisão compartilhada com o profissional de saúde, considerando possíveis benefícios e riscos.
Quando existem sinais ou sintomas suspeitos, a situação é diferente. Nesses casos, o exame pode ser solicitado para investigação diagnóstica, conforme avaliação médica. O INCA ressalta que a mamografia diagnóstica pode ser indicada em qualquer idade quando houver suspeita clínica.
Por isso, informações sobre a frequência da mamografia não devem ser generalizadas. A indicação do exame precisa considerar o contexto de cada paciente e as orientações dos serviços de saúde.
Diagnóstico precoce pode facilitar o tratamento
A detecção precoce é uma das principais estratégias de controle do câncer de mama. O objetivo é identificar a doença em fases iniciais, quando as possibilidades de tratamento podem ser maiores.
O INCA diferencia duas estratégias: o diagnóstico precoce, voltado para pessoas que apresentam sinais ou sintomas, e o rastreamento, realizado em uma população sem sintomas com o objetivo de identificar alterações suspeitas.
A orientação para a população é não ignorar mudanças nas mamas. A descoberta de uma alteração deve ser seguida pela busca de avaliação em um serviço de saúde, onde poderão ser definidos os exames necessários para esclarecer o quadro.
Outubro Rosa também aborda o câncer do colo do útero
A mobilização relacionada à saúde da mulher também permite ampliar o debate sobre o câncer do colo do útero, doença fortemente associada à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV).
Para 2026, o INCA estima 19.310 novos casos de câncer do colo do útero por ano no Brasil. A prevenção envolve medidas como a vacinação contra o HPV e o rastreamento para identificação de alterações que podem anteceder o desenvolvimento da doença.
O INCA também destaca que vacinação contra o HPV e rastreamento são estratégias complementares de prevenção. Mesmo pessoas vacinadas devem seguir as orientações relacionadas ao rastreamento, pois a vacina não protege contra todos os tipos de HPV associados ao câncer.
Furacão entrevista sobre saúde da mulher
Durante a programação do Furacão Entrevista, o apresentador Patrick Motta recebe o Dr. Gerson Mourão, Diretor-Presidente do FCCON Amazonas, para uma conversa sobre a saúde da mulher. A entrevista aborda a importância da prevenção, do acompanhamento médico e da atenção aos cuidados com a saúde feminina, dentro das ações de conscientização do Outubro Rosa, mês dedicado à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama.





